Vila de Rei: que esperar? Artigo de Eduardo Lyon de Castro

CIM Médio Tejo

CIM Médio Tejo

A adesão de Vila de Rei à Comunidade do Médio Tejo pode representar um passo importante para acelerar algumas reformas necessárias que se impõem em consequência do atual contexto vivido no país em que os desafios que se colocam sobretudo aos concelhos do interior, vão exigir respostas e decisões rápidas.

 

As questões da inter-municipalidade e dos reais benefícios que podem representar para os concelhos aderentes são complexas e suscitam expectativas por vezes excessivas o que obviamente não invalida a bondade das intensões que presidiram á criação destas Associações. Mas talvez seja útil refletir sobre o fato de que neste tipo de parcerias funciona naturalmente o interesse particular de cada membro que muitas vezes se sobrepõe ao interesse coletivo. É assim na União Europeia em que os chamados países periféricos como é sabido são considerados de forma desigual…e será assim também no que respeita aos concelhos periféricos como é o caso de Vila de Rei que já é periférico em termos de distrito e também no contexto da Comunidade a que aderiu. Acresce ainda a questão demográfica, talvez a mais grave, considerada há poucos dias por um membro do Governo de “assustadora”.

 

Assim para além de, na medida do possível, Vila de Rei aproveitar os benefícios da parceria com o Médio Tejo será útil, necessário e mesmo prudente repensar algumas fórmulas enveredando por políticas alternativas ligadas mais diretamente à exploração das potencialidades do concelho.

 

Nos últimos 25 anos foi imperioso levar a cabo uma política de promoção da qualidade de vida dos vilarregenses de que se destacam numerosas obras nos mais diversos domínios que resgataram o concelho de uma situação quase medieval, e isso fez-se.

 

Torna-se agora necessário efetuar uma reflexão profunda sobre o que fazer, reflexão essa que terá de ser feita com serenidade urgente, o que significa começar a pensar desde já muito para além da casuística do dia-a-dia num projeto/desígnio a concretizar durante esta legislatura. Depois já será tarde.

Certamente alguns pretenderão que se faça alguma coisa para que tudo fique na mesma.

Melhor será que se faça tudo para que alguma coisa mude.

Assim quem pode o queira.

 

Autor: Eduardo Lyon de Castro

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