EDITORIAL – A Europa sem rumo

EDITORIAL – A Europa sem rumo

EDITORIAL  | A Europa sem rumo

Quebrada que está a solidariedade europeia, caminhamos agora para um período de incerteza acentuado ainda pelos devaneios militaristas de “pombas…quase desarmadas” que inapelavelmente se vão envolvendo no atoleiro da Ucrânia.

Em breve gritarão pelos EUA e, os cidadãos podem ver-se envolvidos num conflito de grandes proporções voltando a sofrer na pele a falta de lideranças credíveis, de estadistas de dimensão.

O que tem vindo a passar-se na Grécia, marcará indelevelmente o futuro.

Estadistas sem dimensão “ muitos falcões puros ” perante um governo bem preparado e apostado em resolver os problemas internos, podem com facilidade extremar posições – o que vem acontecendo – com consequências que nem os apelos de Obama podem superar -, estando a ser agigantados por “pequenos líderes como o português” que tendem a incendiar ainda mais o debate já de si bem difícil.

A oposição de Portugal à Conferência sobre as dívidas europeias é paradigmática, lamentável e incompreensível. Ao invés de aproveitar para melhorar as condições internas favorecendo o crescimento e o investimento, Portugal diz não – transitoriamente é claro – pois, quando os CHEFES VERDADEIROS ORDENAREM, Portugal logo irá a correr à dita Conferência.

A emergência de tantos pequenos Partidos é também sinal de preocupação. Sem dúvida que beneficia a opinião pública, favorece o debate, mas o que trará de positivo?

Que poderá o PODEMOS em Espanha, um país de várias nações?

E em Portugal o LIVRE, a transformar-se num conglomerado de pequenas facções, cada qual com os seus interesses próprios, ou ainda o PDR de Marinho e Pinto que aceita formar governo seja com quem for, do PSD ao PS, qual a sua valia a não ser o desejo de chegar ao poder?

Só a alteração de liderança no PSD tirando-o deste Liberalismo inapropriado e a afirmação do PS com António Costa ou não, podem dar uma resposta mais adequada e prometedora de tranquilidade, sobriedade e um novo caminho.

O tempo é curto, demasiado perigoso.

Infelizmente, um dos últimos e péssimos trabalhos deste ainda Presidente da República, foi mergulhar Portugal num ano de campanha eleitoral, ao invés de forçar uma clarificação que há muito é urgente e irreversível.

É um Presidente que ficará na “pequena história”, marcado por incongruências graves, como o do governo mais gastador, o governo que destruiu as pescas, a agricultura e, na verdade, um Presidente apenas preocupado com ele próprio.

Lamentável.

Paulino B. Fernandes

PF

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