• Home »
  • Jornal »
  • Movimento de tropas relacionadas com o “Trident Juncture 2015” – dia 31

Movimento de tropas relacionadas com o “Trident Juncture 2015” – dia 31

A Cooperação Civil e Militar – CIMIC
Tendo o “Trident Juncture 2015” sido noticiado como o maior Exercício Militar, da última década, da Organização do Tratado Atlântico Norte – OTAN mais conhecida por NATO, a decorrer na nossa região, bem como a abertura de Centros CIMIC à população, interessará saber de que se tratam esses Centros bem como desmitificar essa abreviatura CIMIC e qual a sua missão.

Cada vez mais nas operações militares, sejam elas de apoio em caso de catástrofes naturais, de apoio à paz ou à sua manutenção ou mesmo em zonas de conflito a importância da coordenação entre as componentes militar e civil em todos os níveis de interação se revela da maior importância para o bem de todos.

Nestas operações, a cooperação e a coordenação entre as componentes militar e civil são fundamentais para que seja atingido o objetivo comum de aliviar o sofrimento das populações e evitar a perda de vidas humanas.

Assim a Cooperação Civil e Militar – CIMIC – é a coordenação (Ligar e negociar de maneira a trabalhar eficientemente em conjunto) e cooperação (Trabalhar unidos para o mesmo objetivo), em apoio da missão, entre o comandante de uma força NATO e os elementos civis, incluindo a população e as autoridades locais, bem como organizações internacionais, nacionais, não-governamentais e outras agências presentes no local.

Como intenção o CIMIC tem o objetivo de:

– Ganhar o apoio da população local para a operação militar – “conquistar os corações e a mente da população”;

– Coordenar de maneira a prevenir ou reduzir os conflitos na execução da missão militar;

– Ganhar consenso de maneira a contribuir para a proteção da força e criar as condições necessárias para o cumprimento da missão militar.

No caso particular deste exercício militar, que decorre no terreno em 3 países diferentes, nomeadamente Portugal, Espanha e Itália, com mais de 36000 efetivos, a componente Civil e Militar não deixa de ter a sua importância porque, tal como em qualquer operação militar, o exercício tem movimentação de tropas, neste caso internacionais, em que mais do que nunca, e uma vez que nos encontramos numa situação de paz, as populações acabarão por ser afetadas de algum modo, mas através do contato direto com os elementos da Cooperação Civil e Militar, e da informação que estes passam às suas autoridades locais, serão mantidas ao corrente dos acontecimentos, para assim verem minimizado o impacto das operações militares na sua vida diária.

A unidade militar que desenvolve esta cooperação é a Companhia Geral CIMIC e que para este exercício trazia como sempre projetos a serem implementados como agradecimento à paciência da população para toda a agitação que se instalou no seu dia-a-dia, de que se salienta como exemplo a possibilidade de a população em geral poder atravessar a ponte alemã, que será utilizada para movimentação das tropas na ofensiva final do exercício, ligando as vilas de Tancos e Arripiado em apenas alguns metros quando a sua passagem apenas é normalmente possível utilizando as pontes de Constância ou da Chamusca.

Para abertura à população e às questões que a mesma tivesse como pertinentes colocar à força militar, foram abertos também dois Centros CIMIC, um no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha e outro na Golegã.

Relativamente a esta capacidade o Coronel Michel-Henri St-Louis, comandante da brigada multinacional, durante o exercício, afirmou analogamente à Cooperação Civil e Militar no geral e à Companhia Geral CIMIC em particular:

“A Cooperação Civil e Militar Portuguesacontribuiu incomensuravelmente parao sucesso do nossoexercício militarporrapidamenteinformar o públicodas manobrasque a NATO tem realizadona região.

O elevado número de efetivos e equipamento militar implantados localmente tem criado vários constrangimentos no quotidiano da população da região. No entanto, os militares das diferentes nações que compõem a brigada internacional continuam a reportar durante estes dias que têm sido recebidos com cortesia e gentileza por todos. Em nome dos meus soldados, agradeço a todos vós, à população, mas também aos seus representantes locais as vossas maravilhosas boas-vindas. Obrigado.”

Também o Comandante da Companhia Geral CIMIC, Coronel Martins Costa, que tem desenvolvido um relacionamento direto quer com as diversas comunidades quer com os seus representantes institucionais, desempenhando um papel relevante no esclarecimento antecipado das ações militares a realizar, bem como no acompanhamento dos militares no terreno, proferiu a seguinte declaração de reconhecimento:

“Envio, um especial agradecimento às diversas autoridades locais que têm desempenhado um papel muito ativo e colaborante, facilitando o desenrolar das diversas ações militares nas respetivas autarquias, contribuindo dessa forma para o sucesso deste grande evento.”

  • António Alexandre Evaristo
Movimento de tropas

Movimento de tropas

Share