A busca por inteligência extraterrestre (SETI), por Joaquim Vitorino

A busca por inteligência extraterrestre (SETI), por Joaquim Vitorino

                                                            

Provavelmente os humanos nunca conseguirão estabelecer contacto com seres biológicos como nós de origem extraterrestre; essa missão, estará reservada às máquinas que nós iremos construir no futuro.

Não será fantasia afirmar que  algures no Universo, inteligências oriundas de outras Galáxias se cruzem e comuniquem entre si através da mais avançada inteligência artificial; nós e os “outros” vamos lançar no Espaço os “nossos descendentes robotizados” em viagens Intergalácticas, para que saibam quem fomos nós, e até onde  chegámos ao nível tecnológico; e ainda, expor as causas de não termos conseguido salvar a nossa espécie.

A tipologia de vida Extraterrestre Inteligente que procuramos, força-nos a termos que recuar 2800 milhões de anos no tempo, para compreendermos como atingimos a nossa.

Os aminoácidos que representam as mais pequenas partículas de vida, foram os elementos base da vida biológica tal como a conhecemos; compostos de carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio são a estrutura dos grupos amina e carboxilo, a que se juntaram muitos outros; através da absorção das proteínas, que foram essenciais ao desenvolvimento da vida na Terra, e que posteriormente deu origem à inteligência.

Todos estes elementos, chegaram até nós nas cabeças dos cometas e asteroides; por isso podemos afirmar com toda a segurança, de que os “humanos” tiveram origem extraterrestre.

Durante milhões de anos a Terra foi continuamente atingida por corpos celestes, que foram responsáveis pelo arrefecimento do Planeta, de que resultou a formação da “crosta terrestre” que nos separa do  magma incandescente, tendo essa fase durado 1000 milhões de anos.

De seguida e em lento processo, esses elementos vindos do Espaço pulverizaram o Planeta de vida.

Toda a eventual inteligência extraterrestre que tenha as mesmas características biológicas que a nossa, inevitavelmente terá que “trilhar” o mesmo caminho evolutivo para poder chegar à inteligência; mas outros condicionantes de peso têm que ser equacionados, sendo as distâncias entre Sistemas Solares e os Planetas que os orbitam de vital importância: para que em tempo de vida da Estrela, o processo não seja interrompido com o seu colapso.

Para se ter uma ideia das distâncias abismais que separam o nosso Sol das suas vizinhas mais próximas, elas são equivalentes em milhões de vezes o tempo, desde que saímos das cavernas há um milhão e meio de anos. 

Por exemplo, a Estrela mais perto de nós que é a (Próxima Centauri), um avião a jacto levaria mais de 30 milhões de anos a lá chegar; e esta Estrela, nem sequer é orbitada por um planeta com as mesmas condições propícias à vida como a Terra, que iniciou a sua formação há quase quatro mil milhões de anos.

O milionário russo Yuri Milner, disponibilizou 100 milhões de dólares para a pesquisa de inteligência extraterrestre SETI; compreende-se a ansiedade dos Astrónomos e Cosmólogos nesta apaixonante busca, onde se estão a dar os primeiros passos numa quase emergência de “quem nos acode”; sendo mais que provável, que só a possamos encontrar nas máquinas que seres biológicos como nós construíram há milhões ou talvez biliões de anos atrás; cujas civilizações se extinguiram com o colapsar do seu Sol, tendo ficado eternamente no “cativeiro do Planeta” que lhes deu a origem, tal como poderá acontecer no futuro aqui na Terra.

A nossa Galáxia “Via Látea”, tem entre 180 e 200 biliões de Estrelas, e aproximadamente o triplo em Planetas; 1000 milhões dos quais, são propensos ao desenvolvimento da vida como a conhecemos; algumas destas Estrelas, tem 200 vezes mais a massa solar como é o caso de Deneb na Constelação do Cisne, onde a NASA anunciou recentemente ter descoberto um Planeta (Kepler 452b), que orbita uma Estrela amarela com características muito semelhantes ao Sol, onde poderá ocorrer o desenvolvimento da vida que para atingir a inteligência, terá uma probabilidade em 10.000 milhões.

Para muitos dos Astrónomos que também partilham a minha opinião, esta notícia da NASA tem pouca  consistência e vai cair no esquecimento.

A nossa Galáxia é apenas uma das cerca de 200 biliões existentes no Universo; onde existem mais de um sextilião de planetas, (um algarismo seguido de 21 zeros ); é um número quase irrealista, que nos deixa quase uma certeza; neste momento podem estar a nascer e a colapsar milhões de Estrelas, Planetas e civilizações.

Algumas evoluíram para um nível muito superior ao nosso; sendo admissível que uma delas tenha atingido a perfeição, e sobrevivido ao colapso da sua Estrela; andando os seus sobreviventes por aí, a “passear” a sua inimaginável tecnologia sem se darem a conhecer.

Talvez os humanos num futuro muito longínquo  possam estabelecer contatos, para poderem partilhar os conhecimentos de outras civilizações; que foram adquiridos ao longo dos 13.7 mil milhões de anos, a suposta idade da existência do Universo.

 

 

J. Vitorino  – Astrónomo Amador

 

 

                                            

 

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