SERTÃ | Lançamento de livro  “O Cachecol de Seda”

SERTÃ | Lançamento de livro “O Cachecol de Seda”

Lançamento de livro “O Cachecol de Seda” – SERTÃ

No dia 17 de setembro, a Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes, na Sertã, a partir das 16 horas, vai ser palco do lançamento do livro “O Cachecol de Seda”, da autoria de Francisco Nunes.

 

Com a chancela da Chiado Editora, “O Cachecol de Seda” narra uma viagem de barco da Beira para Quelimane, em que os passageiros enfrentam uma enorme tempestade com trovoada, chuva intensa e muito vento.

Chegados a Quelimane, começa uma nova luta…

https://www.chiadoeditora.com/livraria/o-cachecol-de-seda

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Francisco Nunes faz parte da geração das famílias numerosas, em que nem todos podiam estudar e em que muitos se viram forçados a abandonar o país na procura de uma vida melhor.

O serviço militar levou-o até África onde viria a enfrentar, na guerra colonial, os seus maiores sacrifícios físicos e mentais.

Na Rodésia teve a oportunidade de assistir aos melhores resultados da sua capacidade de trabalho, algo que no entanto se viu obrigado a auto-destruir na sequência dos processos de descolonização.

Após um regresso indescritível a Portugal fez valer a sua perseverança e determinação para lidar com múltiplos obstáculos e contrariedades que, todavia, não o impediram de atingir os seus objetivos.

 

O lançamento do livro contará com a presença do Senhor Presidente da Câmara Municipal da Sertã, José Farinha Nunes.

 

Autor: Francisco Nunes
Data de publicação: Maio de 2016
Número de páginas: 434
ISBN: 978-989-51-6719-7
Colecção: Bíos
Género: Biografia
Idioma: Pt
Sinopse
“Foram dias de um verdadeiro pesadelo. Nessa embarcação que fazia a deslocação da Beira para Quelimane viajavam apenas treze passageiros, mais a tripulação. Era um barco de carga que ia com muito peso e que enfrentou nessa viagem uma tempestade medonha que foi um autêntico inferno, com trovoada, chuva intensa e muito vento. A ondulação era enorme e o barco rangia por todo o lado, parecendo muitas vezes que se ia partir ao meio. As refeições tinham de ser no camarote e constavam apenas de bolos secos e refrigerantes, pois nada se equilibrava. A senhora que viajava com os filhos e que já tinha feito muitas vezes esta mesma viagem dizia que nunca tinha visto coisa assim. Lembro-me que as suas filhas choravam e que não tínhamos autorização para sair dos camarotes, nem sequer para espreitar. Foi uma viagem para nunca mais esquecer mas quis Deus que chegássemos à barra do porto de Quelimane, onde contudo nos viemos a deparar com outra luta…”
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