Caminhadas, Passeatas…e outras andanças, por Eduardo Lyon de Castro

Caminhadas, Passeatas…e outras andanças, por Eduardo Lyon de Castro

Caminhadas, Passeatas…e outras andanças

Com algum atraso, chegou há já algum tempo a Portugal a “febre” dos percursos pedestres e das ciclovias.

O salutar hábito de passear e de pedalar está, felizmente, a enraizar-se numa cultura de lazer e, em menor dimensão como solução para os problemas do transporte público.

Também no plano desportivo se sucedem os eventos que estas modalidades oferecem.

Conceitos mais ou menos ligados à ecologia e à defesa e sustentabilidade do ambiente a que se junta a promoção de uma vida saudável e de contato com a Natureza, completam o quadro de razões que apoiam estas atividades.

Tudo isto concorre muitas vezes para resultados visíveis no turismo sobretudo em regiões ou locais que oferecem condições naturais para a sua prática.

Apenas para citar alguns casos de sucesso mencionamos os percursos pedestres da Madeira, dos Açores, da Costa Vicentina, o passadiço do rio Paiva as ciclovias da Costa do Sol e outros, muitos outros.

Também ao Pinhal Interior Sul chegou esta realidade contando-se por mais de uma dezena, pequenas e grandes rotas sinalizadas e com suporte informativo de qualidade e que naturalmente podem contribuir para a promoção e conhecimento dos concelhos em que se encontram e também para apoio à economia local, nomeadamente no alojamento e restauração, venda de produtos endógenos, atividades de animação etc.

Geralmente, as autarquias compreenderam esta realidade e consequentemente apoiam a criação de novos percursos com sinalética própria e folhetos promocionais alusivos aos mesmos e que contêm informação útil para os utilizadores. Porém tal não é totalmente suficiente.

Para além da inauguração com maior ou menor pompa é necessário programar a manutenção que terá de ser tanto mais exigente quanto for menor a utilização.

Depois é indispensável acompanhar o projeto “como uma criança”.

Isto significa levar ao “mundo” a sua existência através dos meios de informação – jornais, revistas, guias, rádios e TV. Promoção que exige um mínimo de eficácia de um gabinete de comunicação e relações públicas com um profissional competente, coisa que bastas vezes falha. Significa apoiar a iniciativa privada.

Significa criar as estruturas indispensáveis de apoio, nomeadamente no plano do saneamento. Um caixote do lixo e instalações sanitárias no local certo pode fazer a diferença.

Mas a sua não recolha e necessária higiene na hora certa também faz a diferença, pela negativa. E uma educação dos locais para a importância do acolhimento ao forasteiro também faz a diferença.

Num outro plano, o incentivo à realização de eventos regulares nessas áreas é uma excelente forma de fomentar seu conhecimento quase sempre com impactos positivos para a economia local.

Por exemplo, a existência de um percurso transversal à região como a “ GRANDE ROTA DO ZÊZERE” é ideal para o efeito.

Por outro lado vemos com perplexidade que as duas principais albufeiras da região não concorram para o seu desenvolvimento turístico tal como acontece já no Minho, no Lima no Douro, no Mondego no Sado, no Mira, no Alqueva.

O turismo fluvial está em crescendo em todo o mundo.

Sobre tudo isto gostaríamos de ver os autarcas da região entenderem-se.

Já é tempo.

É ASSIM TÃO DIFÍCIL?

Passeios...

Passeios…

Eduardo Lyon de Castro

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