PS de Vila de Rei e o orçamento da Câmara apresentado pelo PSD

PS de Vila de Rei e o orçamento da Câmara apresentado pelo PSD

Orçamento e Grandes Opções do Plano para o ano Financeiro de 2017

Para o Partido Socialista de Vila de Rei os sucessivos orçamentos apresentados pelo PSD são uma espécie de “vira o disco e toca o mesmo”.

Mais um ano passado e mais um orçamento de gestão corrente.

Em primeiro lugar, 80% do orçamento da receita depende directamente de transferências do estado ou de fundos europeus.

Por outro lado, 55% da despesa é composta por despesas com pessoal e pela aquisição de bens e serviços, como por exemplo, estudo e pareceres – 87.000€;

encargos com instalações – 339.000€;

combustíveis 82.000€;

publicidade – 50.000€;

iluminação pública – 170.000€ etc.

Com isto não estamos a dizer que estas rubricas não fazem sentido ou são exageradas, mas é perfeitamente legítimo perguntar onde está o investimento e onde está a mudança que Vila de Rei precisa!

Se nos virarmos para as Aquisição de bens de capital, que representam cerca de 25% do orçamento da despesa, o cenário torna-se negro!

Verificamos que o investimento é não só tímido como quase nulo!

Conclui o PS

Viadutos, arruamentos e obras complementares 391.000€;

Parques e jardins 152.000€; apenas referindo os mais significativos.

Parece-nos manifestamente muito pouco para um orçamento que contabiliza mais de 6.500.000€.

Com o orçamento mais elevado dos últimos 6 anos o Partido Socialista de Vila de Rei fica com a estranha sensação que quanto mais recursos o município tem menos se faz.

Por outro lado, queremos criticar também o excesso no que toca às sucessivas rubricas Outros.

Pelas nossas contas só na Aquisição de bens de capital e na Aquisição de bens e serviços, o somatório destas rubricas perfazem um valor superior a 600.000€, i.e., cerca de 10% do orçamento da despesa!

De facto este valor parece-nos efectivamente excessivo e não abona nada a favor da transparência deste documento, visto que é difícil ou até mesmo impossível identificar para onde é canalizado todo este dinheiro.

Por isso, este orçamento só vem comprovar mais uma vez aquilo que nós temos vindo a dizer nos últimos anos: basicamente a câmara recebe do estado e fundos europeus e paga as despesas necessárias para o funcionamento e manutenção corrente da mesma.

Felizmente vivemos hoje um clima diferente no país e na governação do mesmo, e por isso é tempo também de novas ideias e de uma nova liderança para Vila de Rei!

É preciso apostar em sectores como a floresta, o turismo ou agricultura para diferenciar a economia do concelho, criar valor acrescentado e com isso trazer mais investimento e mais emprego.

Em segundo lugar, em relação às Grandes Opções do Plano o que vemos é a manutenção de propostas e obras ad infinitum, que vêm presentes nos sucessivos orçamentos mas que depois não saem do papel.

Projectos como a construção do Núcleo Museológico das Conheiras ou do Parque Aventura da Água Formosa ou até mesmo de uma barragem mini-hídrica, entre muitos, que só têm um orçamento definido para o ano de 2017 de 100€ é o mesmo que dizer que não se irão concretizar.

Isto leva a crer que as Grandes Opções do Plano não são só um exercício do que se vai fazer mas também um exercício populista já com vista nas eleições autárquicas de 2017.

Querem prometer aquilo que não têm intenção de cumprir.

Por todas as razões elencadas o Partido Socialista de Vila de Rei só pode ser contra este orçamento.

E porque este é também o tempo de avaliar o trabalho – o que foi feito e o que está por fazer – bem como a liderança do PSD na governação deste concelho.

Para nós existe uma clara falta de estratégia de desenvolvimento estruturada, coerente e sustentável para o concelho e que além de não criar mais emprego e de não trazer mais investimento não luta contra a desertificação do nosso concelho.

PS

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