“Rakelita” Marques ao Jornal de Vila de Rei

“Rakelita” Marques ao Jornal de Vila de Rei

Entrevista com “Rakelita Marques”

Chama-se Raquel Marques, é conhecida como Rakelita Marques.

Piloto de Motocross, já participou no Brasil e em Portugal numa prova nacional de Enduro Feminino.

Nós fomos ao encontro dela. 

"Rakelita" Marques

“Rakelita” Marques

JVR – Muito obrigado por ter aceite fazer esta entrevista connosco.

RM – Obrigado eu pela oportunidade, que me está a ser dada para que tenha assim um pouco mais de visibilidade como atleta e dar a conhecer um pouco mais, esta modalidade. Porque embora sejamos já algumas meninas a andar, muitos homens ainda não vêm isto com bons olhos .

JVR –  Quando começou o gosto pelas motos?

RM – Começou desde pequena, o meu avô tinha uma famel e passeava muito com ele. Ele costumava pôr-me na frente e eu já me imaginava um dia a pilotar.

A minha grande paixão são as Harley, ainda sonho um dia ter uma.

O motocross surgiu na minha vida há 2 anos.

Não sabia nem colocar mudanças e fui aprendendo, pois não é nenhum bicho de sete cabeças.

O meu treinador (Brunoi Marante) ajuda-me muito e vou alcançando diariamente objectivos.

Já não consigo estar 3 dias sem andar de moto, às vezes vou andar sozinha, numa pista perto de casa.

JVR – Como explica ter sido um gosto por motos e não por outro veiculo motorizado?

RM – Inicialmente o gosto pelas motas veio pela paixão que o me avô me transmitiu. Assim que tive oportunidade de experimentar, a adrenalina apuderou-se de mim e a  paixão cresceu muito, como já frisei é um vício .

JVR – Com que idade teve a sua primeira moto?

RM – Infelizmente ainda não tenho uma mota “minha” . Vou treinando na XR uma mota que me foi facultada pelo meu cunhado ( João Marante ), sem a XR era impossível sequer ter arrancado neste meu sonho .

JVR – Este gosto mais tarde passou para as pistas, certo?

RM – Sim. Fiz a primeira prova no norte, em Sandim. É um misto de sentimentos. Fui pelo convivio e hoje paço parte de um grupo criado pela piloto Mónica Perpétua, o “Ninfas do Offroad”.

Devido à moto que tenho não consigo participar em todo o tipo de provas que gostaria.  Mas estou presente em todas as que consigo e vou aprendendo e batalhando para as “batalhas”. Mas com esta moto já estive presente em 4 provas.

JVR – Sabemos que em 2015 esteve no Brasil num evento de motos, o qual se destina apenas a mulheres, como foi essa experiência?

RM – Sim, tive a oportunidade de puder assim ir representar as cores do meu país .

Nunca pensei eu que isso fosse um dia possível, sou apenas uma amadora cheia de sorte. Foi um sonho tornado real, porque o Brasil era um dos meus destinos de sonho e puder ir lá a fazer aquilo que mais gosto foi a cereja no topo do bolo. Foi uma prova que ficará para sempre na história destas 6 portuguesas que conseguiram lá ir pela primeira vez. Conheci várias empresas de motos e o museu da Honda.

Eu consegui obter algumas ajudas à nível pessoal, agradeço a todos aqueles que com muito ou pouco, me ajudaram assim a realizar este sonho .

JVR – Este ano esse evento decorreu em Portugal, conseguiu os objectivos deste Enduro Feminino?

RM – A prova não correu como esperava, um pouco triste comigo própria porque sei que conseguia chegar bem mais longe . Tenho que me mentalizar que nao posso estar sempre a parar para ajudar. Mas esse também é o espírito do enduro a entre ajuda, mas não muito em prova.

Por isso perdi muito! Tirando algumas outras falhas que houveram, puderei dizer que foi uma prova superada. Porque consegui ultrapassar algumas barreiras, consegui ainda tempos favoráveis nas especiais, o balanço foi positivo.

Dar os parabéns à Mónica Perpétua, criadora do grupo Ninfas do Offroad, que conseguiu um feito único . Foi uma sensação fantástica andar a competir com 57 meninas de 8 países.

JVR – O que poderemos esperar para o futuro a nivel de provas?

RM – Bem a nível de provas este ano, não devo participar em mais nenhuma.

Quero treinar e preparar-me, também para ver se consigo assim alcançar mais algumas ajudas para que 2017 seja melhor. Quero continuar a lutar e a treinar para chegar mais longe ainda. Porque nada e impossível este é o meu lema.

JVR – Muito obrigado pela sua disponibilidade para esta entrevista e muitos sucessos desportivos e pessoais.

RM – Eu é que mais uma vez agradeço a oportunidade que me foi dada pela vossa revista, para dar me a conhecer assim um pouco mais como pessoa também.

Queria aproveitar também para agradecer ao GINASIO LR FITNESS, em Tomar que desde o  início me têm patrocinado. E mais algumas pessoas que individualmente me têm ajudado , um OBRIGADO de coração a todos aqueles que desdo primeiro dia têm dado do meu lado, e muitas vezes abdicam das coisas deles para me acompanhar. Votos de muitos sucesso para o  vosso jornal.

"Rakelita" Marques

“Rakelita” Marques

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“Rakelita” Marques

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