A ameaça devastadora da humanidade, por Joaquim Vitorino

A ameaça devastadora da humanidade, por Joaquim Vitorino

 

Os humanos terão que sair da Terra para que a sua “espécie” possa sobreviver.

Entre as ameaças a que estão sujeitos e que mencionarei no final do texto, uma delas tem um potencial devastador; com capacidade para limpar por completo toda a humanidade.

A mais mortífera entre elas, seria o provável impacto de um Asteroide com a Terra; por ironia o Homem deve a sua existência, ao impacto de um Grande Asteroide com a Terra há 65 milhões de anos; que como consequência foi reiniciado um novo ciclo de vida, que em lento processo deu origem ao homem e posteriormente à inteligência.

O alerta foi recentemente levado ao conhecimento público, mas não é uma novidade para os Astrónomos e Astrofísicos de todo o Mundo; em que os primeiros vasculham incansavelmente o Céu noturno, na tentativa de localizar qualquer movimento suspeito da aproximação com a Terra; para em caso de perigo, alertarem de imediato a NASA e a ESA, para que tomem todas as iniciativas para minimizar os terríveis efeitos de uma colisão de um grande Asteroide com o nosso Planeta, que acabaria com toda a vida inteligente na Terra.

Ao longo da História da Humanidade, Pensadores, Filósofos, Astrónomos e Astrofísicos anteviram a destruição da humanidade; ou seja, o “Apocalipse” Revelação na versão grega.

Uma das maiores ameaças à vida inteligente no nosso Universo, é a alta probabilidade de um Asteroide colidir com planetas habitados disse Stephen Hawking numa intervenção citada pelo jornal britânico Express; no âmbito do movimento global “Asteroid Day” que tem no guitarrista dos Queen Brian May que também é Astrofísico, um dos mais famosos apoiantes.

Hawking que é o mais famoso Astrofísico da atualidade, disse que a humanidade pode autodestruir-se nos próximos 100 anos e, avisa que o impacto com a Terra de um “Asteroide pesado” dos muitos existentes no espaço, são uma perigosa e real ameaça para a nossa espécie.

Uma recente notícia de que a NASA e a ESA (Agências Espaciais Norte-Americana e Europeia) estavam a preparar uma missão ao Espaço para testarem tecnologias, que possam vir a ser usadas para desviar Asteroides em rota de colisão com a Terra, veio colocar a comunidade científica em alerta máxima-discreta, para não criar pânico generalizado nos 7000 milhões de humanos.

A NASA tem manifestado especial atenção a (Bennu com 500 de diâmetro) conhecido de “Asteroide da morte“ que pode um dia vir a colidir com a Terra. Mas este não é o único perigo que os Astrónomos receiam; sabemos que para além de (Bennu) muitos outros vagueiam perigosamente na aproximação com a Terra, entre os quais se destaca o Asteroide (Didymos), um sistema binário que está sob vigilância dos Astrónomos, porque está a aproximar-se perigosamente.

Lembro que apenas uma pequena parte dos Asteroides que constituem uma real ameaça à humanidade foi identificada.

As Associações Internacionais dos Astrónomos Amadores que contabilizam mais de 95% das descobertas destes bólides que vagueiam próximos da Terra e a campanha Asteroid Day, visa consciencializar o planeta para a necessidade de investir mais recursos para aumentar essa identificação.

A melhor forma de proteger a Terra e a vida do impacto de um grande Asteroide é encontrá-los primeiro, disse o Astronauta da Apollo 9 Rusty Schweickart que foi um dos fundadores do Asteroid Day. 

Asteroide TX 68

Asteroide TX 68

A missão conjunta da NASA e da ESA está prevista para 2022 e foi apelidada de AIDA (Avaliação de Impacto e Deflexão de Asteroides) e será dividida em duas partes; a ESA terá a função de avaliar o impacto do objeto e as suas consequências, e os americanos vão ficar com o teste de redirecionamento do Asteroide.

Ambas as tarefas consistem em enviar sondas espaciais ao sistema binário (Asteroides Didymos); que medem 850 e 150 metros de diâmetro respetivamente, e que devem passar pela Terra em 2022.

Asteroide Didymos

Asteroide Didymos

É difícil aos astrónomos conseguir caracterizar a superfície dos asteroides devido ao seu tamanho; e a sonda a enviar terá de lidar com a gravidade extremamente baixa e velocidades muito lentas para conseguir realizar os testes com sucesso; para que no futuro possamos defender o nosso Planeta, de uma eventual colisão de um Asteroide com a Terra.

Os exercícios foram organizados pela NASA e pela Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), com participação de laboratórios Nacionais, centros públicos de ciência e tecnologia, e do Departamento da Energia dos EUA e do Pentágono, representado pela Força Aérea.

As outras três grandes ameaças são da autoria do homem, e todas elas já estão em curso; a destruição do clima provocada pelos humanos, a nuclearização do Planeta que atingiu a capacidade de o destruir centenas de vezes, e a possibilidade de ser utilizada uma (pandemia) como arma de guerra; cujos efeitos seriam devastadores em todo o Mundo.

J. Vitorino

 

J. Vitorino  – Diretor

Astrónomo Amador

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