Água em Marte?, por J. Vitorino

Água em Marte?, por J. Vitorino

Alyssa Carson

A descoberta de água em estado líquido em Marte, é um grande passo na investigação espacial; sugerindo que “pode existir vida em Marte”.

No dia 28 de Setembro de 2020,  a NASA anunciou o segredo que tinha prometido desvendar, e garantiu que o futuro será de intensa investigação; é preciso saber de onde vem a água, e responder a muitas outras perguntas; onde o próximo passo será enviar cientistas para o planeta disse Jim Green numa conferência de imprensa em Washington. Agora a prioridade, será inspecionar o solo e perceber se “haverá vida em Marte”.

Nos próximos três anos serão enviadas para Marte três naves espaciais não tripuladas  que culminará como está previsto, com a colocação do primeiro humano no Planeta vermelho que será uma mulher “Alyssa Carson” em 2033, de acordo com os planos da NASA.

As fotos, mostram uma das “calotes polares” de Marte onde é visível gelo em estado sólido; a segunda foto também é marciana, e foi trabalhada artisticamente para nos dar uma ideia de como  teria sido a sua superfície há milhares de milhões de anos, quando a água corria abundantemente no “Planeta Vermelho”.

Marte (Foto Nasa)

           Marte 

Alfred McEwen um dos responsáveis pela investigação, diz que com esta descoberta é “altamente provável” que exista vida microbiológica  por exemplo, vírus, bactérias, fungos e parasitas. Já quanto a plantas o cenário parece mais complicado, uma vez que a altitude onde foi feita a descoberta é muito elevada; no Monte Olimpus” três vezes superior ao Evereste, e muito mais alta do que os aviões podem voar aqui na Terra; e consequentemente a pressão é muito baixa.

A atmosfera marciana é muito fina; sendo que nestas condições  mesmo com água, torna-se complicado para uma planta sobreviver.
No passado, a estação espacial norte-americana já tinha encontrado indícios de que existia gelo em Marte, mas agora confirma-se a existência de água líquida a correr pelos desfiladeiros e crateras durante os meses de verão.

Marte Home Plate

Marte Home Plate

Portanto Marte não é um planeta seco; e em certas circunstâncias já foi encontrada  água em estado líquido disse Jim Green.
Os investigadores analisaram as marcas escuras que cobrem a superfície marciana, e concluíram que estas foram criadas a partir de água salgada que contem muito mais sal que a dos Oceanos terrestres.

Provavelmente está distribuída em camadas de solo molhado admitiu Alfred McEwen que disse, não vimos chuva mas já se viu neve. Sabe-se que existiu um ciclo de água,  e que há três mil milhões de anos era muito intenso.

Marte era um planeta muito diferente  e tinha um enorme oceano; talvez tão grande como dois terços do seu hemisfério norte.

Marte teria extensos recursos aquáticos, mas sofreu uma grande alteração climática e perdeu a água que tinha à superfície.

Hoje estamos a revolucionar o nosso conhecimento sobre este planeta, os nossos veículos de exploração descobriram que há muito mais humidade no ar do que alguma vez imaginámos, e os solos estão hidratados e cheios de água. Estas descobertas são importantes e fazem parte do ciclo hidrológico de Marte que agora estamos a começar a compreender.
A origem da água continua a ser um “mistério” e das duas uma; ou vem da atmosfera ou do solo, ou talvez de ambos.

No entanto, qualquer uma das teorias apresenta-se com algumas dúvidas. Há quem esteja mais inclinado para a ideia de que tem origem na atmosfera; apanhada por sais deliquescentes que absorvem a humidade do ar e depois se liquefazem, tais como o perclorato e o cloro; a presença do perclorato permite que a água se mantenha em estado líquido mesmo em temperaturas baixas.
Esta descoberta, não se trata de um rio ou de um mar; refere-se  a pequenas quantidades de água salgada cuja importância deve-se ao facto de até há uns anos se pensar que Marte não passava de um enorme deserto.

OBS: A existir água em Marte, ela será determinante para a grande “Odisseia Espacial” do homem nos próximos milénios; as condições climatéricas na Terra, ditarão a  urgência da nossa saída; em busca de um habitat que nos garanta a sobrevivência da espécie.

   J. Vitorino  – Astrónomo Amador

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