Terra Planeta Abençoado, por J. Vitorino

Terra Planeta Abençoado, por J. Vitorino

   

A Cassiopeia A é a supernova mais investigada pelos Astrónomos.

Tendo sido os remanescentes expelidos por este tipo de Estrelas, que atingiram a Terra há aproximadamente 2,8 mil milhões de anos, dando assim início à propulsão da vida nos Lagos salgados ricos em alcalina e fósforo, e que serviram de maternidade.

O Planeta Terra é provavelmente, um dos mais belos locais de todo o Universo; sendo na escala Universal infinitamente inferior a um grão de areia de toda a massa terrestre.

Para além de catástrofes epidémicas e ecológicas através da sua existência, a sua exposição a forças e perigos vindos do exterior, transforma este belo habitat em perigosidade extrema; a sua formação teve lugar uns 1000 milhões de anos depois do aparecimento do sol, o que acontecido há aproximadamente 3870 milhões de anos.

É conhecida a mínima idade do Universo como tendo 13.8 mil milhões de anos, mas existe uma forte probabilidade de inexplicavelmente ter havido uma contração na expansão galáctica, que poderá elevar esta estimativa para os 47.000 milhões de anos.

O Hommo Sapiens, terá iniciado a sua vertiginosa caminhada nas cavernas do Lago Tanganica há 1.5 milhões de anos; o que equivale na escala do tempo Universal a 750 milésimos de segundo; e toda a história da Cristandade 2023 anos terá menos de um milésimo de segundo para ser contada.

A Terra representa um zero quase absoluto no contexto Galáctico e cosmológico; no entanto, a regularidade do sol ao longo de 5000 milhões de anos da sua existência, deu-nos todos os condicionantes para a eclosão da vida até ao escalão máximo que é a inteligência, que é representada por um dos animais que sobressaiu na escalada evolutiva o Hommo Sapiens.

O processo sofreu ao longo do tempo várias interrupções; numa seleção com vários acidentes no percurso, uns conhecidos da ciência, e outros que nunca virão ao conhecimento desta.

O maior dos perigos a que a Terra está exposta, é precisamente o vértice da inteligência animal o “Hommo Sapiens” que chegou ao momento crucial da sua existência; é ele que nos últimos 300 anos quando se deu início à primeira revolução industrial, que tem vindo a agredir com gravidade o seu Habitat, levando á extinção de milhares de outras espécies que connosco partilham desde o processo evolutivo o Planeta Terra.

Muitos deles entraram na evolução dezenas de milhões de anos antes de nós; alguns que foram extintos por ação do homem, poderiam ter evoluído daqui a milhares ou milhões de anos, a um nível superior ao Hommo Sapiens, que é o único ocupante do planeta, que vive em estado contínuo de beligerância com os outros animais e também com os da sua espécie; e que para além de muito pouco ter feito para inverter os danos que tem causado, muniu-se de capacidade para o destruir várias centenas de vezes.

O perigo de colisão com meteoritos ou cometas que frequentemente nos visitam, alguns deles como a exemplo o que provocou a cratera do Arizona há 120.000 anos ou mais recentemente, um cometa que devastou uma grande área “felizmente deserta”, com milhares de quilómetros quadrados em Tunguska na sibéria no dia 30 de junho de 1908.

Estes acontecimentos que referi, não passam de uma picada de mosquito no dorso de um elefante, se forem comparados com a colisão com a Terra de há 66 milhões de anos atrás, na província do Yucatán no México; onde o impacto de um enorme meteorito extinguiu quase de imediato toda a vida animal e vegetal existente; e que levaria a seguir, centenas de milhões de para reiniciar o processo evolutivo, a partir dos sobreviventes subaquáticos e do subsolo.

Ninguém sabe ao certo; quais foram as forças “envolvidas na seleção”, que levou à extinção da vida que já existia há mais de mil milhões de anos.

A Nebulosa de Hélix NGC 7293 na Constelação Aquarius – Olho do Universo – a 694,7 anos-luz da Terra.

Não vou entrar em campo especulativo quanto a “uma possível intervenção no processo vinda do exterior”, mas o Homem tem que ter a humildade de admitir, ter havido paragens e arranques nos caminhos da evolução, como que de uma correção a ter que ser feita.

Uma coisa é certa; se não fosse aquele terrível acontecimento há 66 milhões de anos, este comentário nunca teria lugar; a Terra que sofreu uma destruição total inicialmente com o fogo que a queda do meteorito provocou, veio posteriormente a sofrer uma era glaciar; onde praticamente toda a vida animal que hoje conhecemos, é proveniente da sobrevivência subaquática e do subsolo dessa terrível colisão com um grande meteorito no Yucatan México.

Sou astrónomo amador há mais de 50 anos, e penso frequentemente o porquê de estarmos num local que na escala Universal constitui um zero quase absoluto, mas que foi presenteado com uma multipluralidade de vida animal e vegetal, onde surge há um milhão e quinhentos mil anos o enigma da inteligência, para dar ao homem o privilégio de entender todo este mistério, que foi a transformação de matéria vinda das Estrelas, no complexo aparecimento da vida.

Uma visão do asteroide que colidiu com a Terra há 65 milhões de anos, provocando a quinta extinção em massa no Planeta.

Em suma; se nos mantivermos com o ritmo de desenvolvimento desde a primeira revolução Industrial que teve início há 300 anos, o homem ainda precisará de pelo menos 2000 anos de evolução tecnológica para seguirmos no caminho das estrelas; o Planeta Terra será então a nossa rampa de lançamento para a grande aventura do homem pela nossa Galáxia, que tem 120.000 anos luz de diâmetro; não estou a pensar em viagens que para além da ida à lua em 1969, e sondas que já saíram para lá dos confins do nosso sistema Solar; mas sim para as estrelas mais próximas, entre as quais se encontram por exemplo Alfa de Centauro que fica a 4.3 anos luz de distância, ou a estrela Banard a 5.98 anos luz.

A luz viaja a 300.000 quilómetros por segundo; uma ida e volta lua à não chega a 3 segundos; e quando olhamos para a luz do Sol esta já partiu de lá há 8 minutos e 23 segundos.

Algumas destas estrelas terão nas suas órbitas planetas que nos servirão de bases de apoio para o Hommo Sapiens iniciar o povoamento da Galáxia; nós humanos, estamos localizados numa espiral a 30.000 anos luz do centro da nossa Galáxia Milky Way que tem aproximadamente 200 biliões de Estrelas e cerca de 800 biliões de Planetas.

Nós Astrónomos, calculamos a existência de 200 biliões de Galáxias no Universo.

Ter existido ou existir vida inteligente nas Estrelas mais próximas de nós, seria o mesmo que encontrar uma agulha em 100 milhões de palheiros; mas encontrar uma civilização que se tenha desenvolvido em simultâneo com a nossa, teremos que subir escala em mais de 1000 vezes.

J. Vitorino – Jornalista – Diretor – Astrónomo Amador

 

 

de vida animal e vegetal, onde surge há um milhão e quinhentos mil anos o enigma da inteligência, para dar ao homem o privilégio de entender todo este mistério, que foi a transformação de matéria vinda das Estrelas, no complexo aparecimento da vida.

Em suma; se nos mantivermos com o ritmo de desenvolvimento desde a primeira revolução Industrial que teve início há 300 anos, o homem ainda precisará de pelo menos 2000 anos de evolução tecnológica para seguirmos no caminho das estrelas; o Planeta Terra será então a nossa rampa de lançamento para a grande aventura do homem pela nossa Galáxia, que tem 120.000 anos luz de diâmetro; não estou a pensar em viagens que para além da ida à lua em 1969, e sondas que já sairam para lá dos confins do nosso sistema Solar; mas sim para as estrelas mais próximas, entre as quais se encontram por exemplo Alfa de Centauro que fica a 4.3 anos luz de distância, ou a estrela Banard a 5.98 anos luz.

A luz viaja a 300.000 quilómetros por segundo; uma ida e volta lua à não chega a 3 segundos; e quando olhamos para a luz do Sol esta já partiu de lá há 8 minutos e 23 segundos.

Algumas destas estrelas terão nas suas órbitas planetas que nos servirão de bases de apoio para o Hommo Sapiens iniciar o povoamento da Galáxia; nós humanos, estamos localizados numa espiral a 30.000 anos luz do centro da nossa Galáxia Milky Way que tem aproximadamente 200 biliões de Estrelas e cerca de 800 biliões de Planetas.

Nós Astrónomos, calculamos a existência de 200 biliões de Galáxias no Universo.

Ter existido ou existir vida inteligente nas Estrelas mais próximas de nós, seria o mesmo que encontrar uma agulha em 100 milhões de palheiros; mas encontrar uma civilização que se tenha desenvolvido em simultâneo com a nossa, teremos que subir escala em mais de 1000 vezes.

 

  1. Vitorino – Jornalista

Astrónomo Amador

 

 

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