A História ao vivo no Parque dos Monges, por J. Vitorino

A História ao vivo no Parque dos Monges, por J. Vitorino

O Mítico Mosteiro de Alcobaça; terra de Templários, e posteriormente dos Cavaleiros de Cristo.

Com a Batalha de Aljubarrota como tema de fundo, o Parque dos Monges em Alcobaça é a prova viva de que o ano de 1385 não foi esquecido pelos portugueses.

Aljubarrota foi até aos nossos dias a “Marca Indelével” da nossa independência e identidade como povo, que 115 anos depois se apresenta como a primeira Nação globalizante, com o controle sobre os mares e Oceanos em quatro Continentes.

Portugal levou em poucos anos a todo o Mundo a Civilização Ocidental e a Fé Cristã, colocando lado a lado as Bandeiras das Cinco Quinas de D. João IV o restaurador, e a Cruz de Cristo.

Nenhum país teve uma ascensão tão rápida como Portugal, e nem Alexandre o Grande o conseguiu; até porque os portugueses, deram sempre prioridade à diplomacia em detrimento da força, e deixaram o seu vínculo por todos os cantos da Terra.

São Nuno de Santa Maria – vencedor da Batalha de Aljubarrota 

Faz este ano 639 anos que fomos protagonistas de uma das mais significativas Batalhas Medievais a de Aljubarrota, que também coincide com os 609 anos da conquista de Ceuta, que foi o ponto de partida para a nossa Grande epopeia Marítima e em África; recordo que o nosso país, também foi conquistado.

O Império português ao tempo de D. João V, se fosse dividido pelos poucos portugueses que éramos, a cada um caberia uma parcela com 140 quilómetros quadrados.

Como se sabe, hoje estamos reduzidos à nostalgia do que fomos no passado.

Em nenhum local no nosso país foi tão marcante a atividade dos Monges como em Alcobaça, onde a Ordem de Cister deixou as suas marcas, numa vasta extensão que lhes foi confiada a partir dos finais do século XII; dando à região de Alcobaça, e numa área entre Leiria e Óbidos o maior desenvolvimento agrícola daquela época.

Todas estas atividades podem ser vistas no Parque dos Monges em Alcobaça, onde para além de um Torneio Medieval com grande fidelidade à época, estão representadas Tecedeiras, a Padeira de Aljubarrota, Falcoaria, Ferreiros e outros conhecimentos dos Monges como a botânica medicinal, cujos benefícios para as populações da época chegaram até aos nossos dias.

Os eventos são animados por grandes representações, que nos surpreendem pelo grande profissionalismo de todos os intervenientes. Para além de uma atividade económica que representa o investimento turístico, Alcobaça está de parabéns por não deixar morrer o passado, que é uma exigência de quem acredita no futuro do nosso país; e os jovens portugueses agradecem que os Heróis de Aljubarrota sejam lembrados, porque a eles devemos a nossa independência.

Vai fazer 639 anos que tudo esteve em jogo; é muito provável que muitos dos jovens Monges de Cister tenham integrado as fileiras do Exército de D. João I comandado por D. Nuno Álvares Pereira, pegando em armas e participado na Batalha de Aljubarrota.

OBS: Ao meu avô paterno nascido em Aljubarrota em 1890 o ano do ultimato inglês; imigrou para os estados Unidos com a minha avó em 1919; morreu de tuberculose dois anos depois em Fall River Massachusetts, tinha o meu pai seis meses de idade.

 

J. Vitorino – Jornalista – Diretor 

 

 

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