Ciência sem fronteiras

Ciência sem fronteiras

A Universidade do Algarve ( UALg ) e a SPIC “Creative Solutions”, desenvolveram uma tecnologia que permite a projeção holográfica da figura humana em tamanho real, que terá a possibilidade de interação com o público.

O projeto consiste na projeção de um vídeo em alta definição, que visualiza um holograma de uma pessoa humana num cenário ao vivo, ou dentro de uma estrutura fechada.

A personagem, poderá ter a função de rececionista de relações públicas de uma empresa ou de um outro evento, e interagir dinamicamente em funções de informação, que sejam solicitadas pelo utilizador; servindo de guia orientador, e de fonte de informação útil.

Holograma da UALg

O holograma foi criado em 360 graus, permitindo aos utilizadores a visualização da personagem de qualquer ângulo.

O produto, pode ser equipado com sensores volumétricos para deteção de movimentos e de ligação à Internet, permitindo a interação por tablet ou smartphone.

Uma outra utilidade, é a possibilidade de se poder efetuar presenças virtuais como teleconferências em tempo real.

Embora numa fase de investigação, a Universidades do Algarve está de parabéns e junta-se às de Aveiro, Minho e Porto que embora noutras áreas convergentes como a Astronomia, Astrofísica e Física de materiais, porque estão envolvidas em dois Grandes Projetos Científicos Mundiais do momento; o E-ELT e SKA, os dois maiores Telescópios até hoje construídos; respetivamente um refletor com 39 metros de diâmetro, e o que será o maior radiotelescópio de sempre ao serviço da Ciência, com um quilómetro quadrado de antenas.

Num futuro próximo que não será muito longínquo, talvez para o final deste Século; hologramas com os feitos dos humanos serão enviados para a Via Látea para dar a conhecer os prodígios da nossa Civilização, onde não faltarão as grandes estruturas por nós construídas; como as grandes pontes, torres e metrópolis como Nova York, estádios, e outras grandes construções que a tecnologia humana conseguiu realizar.

Para não assustar os (possíveis contatos), vamos omitir muitas das coisas negativas em que o homem tem sido protagonista; tais como as guerras que não conseguiu evitar, e a agressão ao seu “lar e habitat o Planeta Terra”, que levou à extinção de milhares de outras espécies, e outras que estão na iminência de também desaparecerem.

 

Não sou determinista; mas acredito que muitos dos acontecimentos negativos se enquadram em danos colaterais, que a História da humanidade sempre esteve sujeita e que os humanos não conseguiram evitar.

O homem deu nos últimos 100 anos um inacreditável salto em tecnologia, mas também no conhecimento de si próprio; e ultrapassou de longe as muitas civilizações que nos procederam; algumas conhecidas e outras que lhes perdemos o rasto.

Os custos em apenas um século foram muito elevados, mais de mil milhões de vítimas de guerras, perseguições e fome.

Entre as poucas coisas positivas, que temos para impressionar civilizações com quem possamos contatar virtualmente através de holograma será o desporto; um atributo da nossa civilização que vai mantendo algum equilíbrio entre povos e Nações; tendo muitas vezes sido determinante no apaziguamento de tensões, e no contato entre os povos; em especial, o mais popular e Universal dos desportos no Planeta que é o futebol.

Acredito, se um holograma fosse neste momento enviado para dar a conhecer o “futebol” que move biliões de terrestres; a figura escolhida neste momento seria a de um português. 

  Cristiano Ronaldo

Pela estatura física e popularidade como o melhor futebolista do Mundo, Cristiano Ronaldo corresponderia facilmente a um questionário Universal; e cairia sobre ele a escolha, do melhor futebolista de todos os tempos.

Não obstante muitos cortes que têm afetado as nossas Universidades, a investigação científica em Portugal tem passado pelos intervalos da chuva, e vai marcando pontos mas temos que ir um pouco mais além, como já referi em muitos dos meus artigos.

O desenvolvimento e a inovação tecnológica é o único veículo que leva à criação da riqueza, e esta só tem uma fonte que o alimenta, que são as Universidades.

Alguns dos nossos melhores investigadores que a crise obrigou a partir, neste momento estão em destaque em todo o mundo; não podemos perder tempo, é preciso trazê-los de volta.

 

   Joaquim Vitorino

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