Atentado em Nova Iorque 20 anos depois

Atentado em Nova Iorque 20 anos depois

Passaram 20 anos (11 de setembro de 2001), que os Estados Unidos da América foram fortemente atingidos, no seu orgulho como a Nação guardiã da democracia e liberdade dos povos.

O atentado às Torres Gêmeas de Nova Iorque, é uma ferida de difícil cicatrização, que para além das cerca de 3500 vítimas naquele fatídico dia, os danos causados na auto estima dos americanos serão muito difícil de esquecer.

Os anos de guerra imposta ao Afeganistão que terminaram com uma derrota; posição assumida pelo atual presidente americano que culminou numa retirada de emergência de Cabul, vai deixar marcas profundas no país que ainda é a única potência militar com capacidade de fazer frente, a tentações que em nada têm a haver com liberdade e democracia dos povos.

A saída dos Estados Unidos de Cabul em fuga desordenada, deixou aos aliados europeus uma sensação de vulnerabilidade perante inimigos futuros; que já compreenderam que a defesa da Europa, nunca mais poderá depender da proteção americana.

O conflito que durou duas décadas e custou milhares de vítimas não puniu o atentado às Torres Gêmeas; e ao abrirem as portas de Cabul aos seus inimigos, a quem deixaram um potencial de material bélico que com toda a certeza irá ser reutilizado, deixam em aberto uma imprevisibilidade de acontecimentos  com que as gerações futuras terão que lidar; onde será mais que certo que os inimigos da liberdade e dos direitos humanos, já terão os seus planos delineados.

O partir de agora o mundo vai estar menos seguro; e já se desenham no horizonte político, tentativas para estabelecer uma nova ordem económica internacional, liderada por quem os direitos humanos é um “luxo” que não se enquadra nos seus projetos de imposição, para que o culto da personalidade a deles, substitua as religiões no Planeta Terra.

J. Vitorino – Jornalista

 

 

 

Share