Homenagem aos Capitães de Abril, por Isalita Pereira

50 Cravos Jornalísticos 

Por intermédio de históricos-poéticos Textos e Poemas, oferecer à Mente uma Viagem Lusitana ao Passado a fim de contar com a Leitura das diferentes Publicações, do Minho aos Açores e até à Emigração, recordamos a “Revolução dos Cravos Encarnados”.

Na Memória “reviver” a História de um Acontecimento, que na altura dada a sua Corajosa e Pacífica Faceta percorreu o Mundo, a Conquista da Liberdade é um Bem que precisa de ser protegido e defendido o que nem sempre é fácil; mas desistir é perder, e resistir é vencer.

História da Revolução do 25 de Abril de 1974

O Eterno Capitão Fernando José Salgueiro Maia, pronunciou poucos momentos antes de começar a escrever uma Nova Página na História de Portugal o inesquecível discurso:

“Meus Senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado; os estados socialistas, os estados capitalistas, e o estado a que isto chegou; ora nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos; de maneira que quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto”.

“Quem for voluntário sai e forma, e quem não quiser sair fica aqui disse”

Ao chegar a Lisboa aconteceu uma pequena cena, quase como uma última chamada de atenção, a coluna militar parou ao sinal encarnado, as Senhas lançadas e decidiram seguir e enfrentar no Centro da Capital e da Ditadura.

A Noite de 24 de abril guardava entre Vida e Morte, um perigoso mas corajoso segredo, e pela manhã Portugal enfrentou a Alvorada da Revolução.

A Coragem dos Capitães de Abril e de todos que decidiram seguir o perigoso Caminho, escreveram uma “Nova Histórica Era para Portugal”.

Foram determinantes momentos que decidiram entre a Guerra e Paz, com decisões entre Ordens Ditatoriais e Resistência Revolucionária.

Os Capitães de Abril foram os novos “Navegadores” ao conduzirem na direção de Lisboa, e “Descobridores” porque acreditaram que existia uma real oportunidade para um “Novo Mundo Português” sem ditadura; e por fim foram “Conquistadores” ao devolverem a liberdade aos portugueses.

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Coluna Militar de Santarém para Lisboa

Na escura noite da Ditadura 

A Coragem começou uma aventura

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Escola Prática de Cavaleria – De Santarém para o Terreiro do Paço.

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Entre Triunfo e Fatalidade decisivo Passo.

Capitães suas vidas arriscaram.

Com Esperança duas senhas lançaram.

“E depois do Adeus” começou a História.

“Grândola Vila Morena” cantou Vitória.

De madrugada a Lisboa chegaram.

Com Armas e Coração rezaram.

Pararam ao Sinal Encarnado.

Porém, já tinham muito Caminho andado.

Lenço Branco contra a Guerra elegeu.

Decisão de Vida à Ordem desobedeceu.

No Quartel do Carmo a Ditadura se refugiou.

Porém, a hora da Queda do Estado Novo se pronunciou.

No glorioso 25 de Abril aconteceu.

A Revolução dos Cravos nasceu.

Capitães de Abril – com a Ditadura acabaram.

A Portugal – a Democracia consagrou.

Da Coluna Militar à do Cravo Encarnado.

Ofereceram e oferecem Felicidade.

Suas Missões em nome da Vitória.

Para sempre – na Memória.

           Isalita Pereira