A origem da Vida, por J. Vitorino

                                                                       

Cientistas terão identificado o local onde surgiu e se desenvolveu a vida na Terra.

Alguns anos de investigação, levaram à conclusão de que os lagos ricos em fósforo foram o local precursor; a que se seguiu uma longa caminhada que durou dois mil milhões de anos, necessários para que mais tarde uma espécie viesse a atingir a inteligência.

A vida tal como a conhecemos requer fósforo; um dos seis principais elementos químicos, que estão na formação da espinha dorsal molecular de ADN e ARN, que atuam como a principal corrente de energia em todas as células, aglomerando os lípidos que têm como missão de as separar de todo o ambiente circundante.

É neste contexto que são ativadas as reações químicas que fazem os blocos de construção dos seres vivos, que precisam de muito fósforo para que o processo se possa realizar; uma fase evolutiva em que os cientistas tentam responder, como é que num ambiente sem vida como o que existia no início, a Terra forneceu este ingrediente-chave à propulsão da vida.

De acordo com o estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, a vida na Terra pode ter surgido em lagos ricos em fósforo, uma vez que essas águas reúnem as condições necessárias para o aparecimento de moléculas orgânicas.

As distâncias do Sol e da Lua do Planeta Terra, foram determinantes à evolução da vida.

Mas antes de se chegar a esta conclusão, os investigadores concentraram-se nos (lagos salgados ricos em carbonatos) como ponto de partida.

Este tipo de lagos que existem em vários pontos do mundo, formam-se em ambientes secos dentro de depressões, que captam a água das áreas circundantes; essas formações também são conhecidas como lagos alcalinos ou de sódio, porque as suas altas taxas de evaporação fazem com que as águas concentrem altas soluções, que desempenharam um papel determinante no aparecimento da vida.

Neste caso concreto; os cientistas analisaram o Lago Mono nos Estados Unidos, o Lago Magadi no Quénia, e o Lago Lonar na Índia, descobrindo depósitos ricos em carbonato com níveis de fósforo 50 mil vezes mais, do que os encontrados na água do mar e outros tipos de lagos.

Na maioria dos lagos; o cálcio que é muito mais abundante na Terra, e liga-se ao fósforo para produzir minerais sólidos de fosfato de cálcio, aos quais a vida não pode aceder.

Os níveis extremamente altos de fosfato nestes lagos e lagoas, teriam causado reações que colocavam fósforo nos blocos moleculares de ARN, proteínas e gorduras, todos necessários para a vida continuar a desenvolver-se.

O ar rico em dióxido de carbono na Terra primitiva, teria sido ideal para a formação desses lagos, permitindo que atingissem os níveis máximos de fósforo que é um dos precursores da vida.

No início toda a Terra era um lugar vulcânico ativo, que poderia ter muitos lagos ricos em carbonatos com concentrações de fósforo suficientemente altas, para iniciar uma incrível caminhada da sustentação da vida.

Um outro estudo que foi publicado na revista científica Geochimica et Cosmochimica Acta, mostrou que esses tipos de lagos também podem fornecer (cianeto), para apoiar a formação de aminoácidos e nucleotídeos, que formam os blocos de proteínas ADN e ARN.

Lembro que o ADN humano é de uma raridade extrema; não só na nossa Galáxia a Via Láctea, como nas outras 200 biliões que nós Astrónomos estimamos existir em todo o Universo; sendo essa probabilidade de apenas uma num trilião de trilião de triliões.

Conclusão de um estudo onde faziam parte vários cientistas de diferentes Credos e Religiões, bem como alguns Agnósticos e Ateus; portanto nós existimos, e atingimos a inteligência por decisão de Alguém muito Superior.

Note-se que o cianeto é venenoso para os seres humanos, mas não para os micróbios primitivos; que foram fundamentais para a tipologia química, que cria os blocos que estiveram na origem da construção da vida.

Jornal Diário Digital Vila de Rei

      – 25 de maio de 2025-

J. Vitorino – Jornalista Diretor