1º de Fevereiro de 1908 – Dia da Infâmia, por J. Vitorino

Passaram 118 anos que D. Carlos I e seu filho D. Luís Filipe, foram barbaramente assassinados a mando de um grupo de deputados; que se aliaram à pior organização, que ao tempo existia na Europa (a sinistra carbonária).

 

Em causa estavam motivações políticas, inveja e vinganças pessoais, como toda a história dos acontecimentos veio posteriormente a confirmar; para trás ficam mais de quatro gerações, sem que a verdade tenha sido totalmente divulgada; por conveniência daqueles que têm interesse em a afastar da opinião pública portuguesa, para que o insucesso da república não seja exposto; mas infelizmente é de todo impossível, porque está à vista de todos.

 

Os contornos do regicídio foram levados ao pormenor com rancor e perversidade; e mereceu a condenação de toda a Europa, porque em Portugal já existia uma monarquia constitucional, onde a figura central era o Rei, mas não se interpunha na ação governativa, tendo sido esta (norma( que levou ao regicídio; e para que os assassinos encontrassem uma justificação, era preciso provocar uma agitação parlamentar que resultassem em dissidências, com a finalidade de se formarem pequenos grupos, por serem mais fácies de aliciar e controlar, o que veio a acontecer.

 

Os cabecilhas mais radicais, tinham depois a incumbência de contactar os assassinos para executarem o atentado, que culminou com a morte do Rei e de seu filho o Príncipe Real.

 

O primeiro encontro da conspiração, foi levado a cabo por alguns membros do partido republicano, que tinham aderido aos ideais da carbonária em que Francisco Herédia (Visconde da Ribeira Brava) era um membro influente, e iria ter um papel aliciador na execução do regicídio; com a agravante de ser um nobre titulado pelo Rei D. Luis I, pai e avô de quem ele e seus cúmplices iam intentar contra as suas vidas.

Francisco Herédia ao centro a festejar de chapéu na mão), era um conhecido espadachim cujo título de visconde em princípio se destinava ao seu pai; tendo este pedido ao rei D. Luís I que o entregasse ao filho, que viria a ser um dos principais mandantes da conjura.

Mais tarde veio ao conhecimento público, que o visconde da Ribeira Brava terá inclusive fornecido as armas para a execução do crime; esperando pacientemente no café Martinho da Arcádia o desenrolar dos acontecimentos, que dois anos mais tarde ditariam o fim da monarquia em Portugal; note-se que o então príncipe Dom Manuel, também estava na mira dos assassinos; e só foi poupado, porque tinha regressado dias antes de Vila Viçosa para dar cumprimento a deveres escolares.

 

Existiram várias tentativas de reposição da monarquia após D. Manuel II ter seguido para o exílio, com levantamentos no Norte que culminaram com a tentativa final em Monsanto, onde seria arriada a última bandeira monárquica; talvez seja tempo de ser lançado um movimento de cidadania, que em princípio não será no sentido de voltarmos à monarquia, mas para elevar a autoestima dos portugueses, para que tenham orgulho na sua história, e que o seu conhecimento seja útil para os jovens de hoje e futuras gerações.

D. Manuel II o último Rei de Portugal

 

Como é do conhecimento dos portugueses, existiram várias tentativas de reposição da monarquia após D. Manuel II ter seguido para o exílio, com levantamentos no Norte que culminaram com a tentativa final em Monsanto, onde seria arriada a última bandeira monárquica.

 

Talvez seja tempo de ser lançado um movimento de cidadania, que em princípio não será no sentido de voltarmos à monarquia, mas para elevar a autoestima dos portugueses, para que tenham orgulho na sua história, e que o seu conhecimento seja útil para os jovens de hoje e futuras gerações.

 

As principais figuras que planearam o regicídio foram António José de Almeida, Luz de Almeida (patrono e Grão-Mestre da carbonária) e Afonso Costa (advogado) que foi chamado para dirigir a revolta.

 

Afonso Costa

 

Do partido republicano, juntaram-se aos revoltosos José Maria de Alpoim e Francisco Herédia visconde da Ribeira Brava que foi o braço direito de Alpoim.

 

As armas utilizadas no atentado, foram uma Browning nº 349-432 utilizada por Alfredo Costa, e a Winchester nº 2137 por Manuel Buíça, que terão sido encomendadas e pagas por Francisco Herédia, a Gonçalo Heitor Ferreira (armeiro) e membro da carbonária.

 

OBS: Às memórias de Suas Altezas Reais Rei D. Carlos I, Dom Luís Filipe Príncipe da Beira, e Dom Manuel II que viria a ser o último Rei de Portugal.

Jornal Diário Digital Vila de Rei

Joaquim Vitorino – jornalista Diretor

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