A maior odisseia humana, por J. Vitorino

 

A Lua foi sempre vista pelos humanos como um local misterioso e inatingível; que ao longo da história do homem desencadeou mistérios e medos, sonhos e paixões, com promessas eternas de amor feitas ao luar.

Dos 4 Astronautas que vão orbitar a Lua, inclui pela primeira vez uma mulher.

 

Passados mais de 53 anos (duas gerações), o homem regressa à Lua apenas para a circundar; dada a tecnologia atual ao dispor da NASA, o feito comparado com o primeiro humano a pisar o solo lunar, é de relativa relevância; ao tempo a viver na Inglaterra, onde já existia a televisão a cores, foram momentos indescritíveis que possivelmente só serão repetidos, quando daqui por outros 50 anos conseguirmos chegar a Marte. 

 

 O Foguetão Saturno V, e Neil Amstrong na chegada à Lua, onde deixou a primeira peugada humana . 

 

Neil Armstrong e Buzz Aldrin, tiveram a missão de levantar o véu de todo o ocultismo de beleza e terror, que a Lua representou para a humanidade, desde que saímos das cavernas do Lago Tanganica há um milhão e meio de anos.

 

20 de Julho de 1969 os três heróis da missão Apollo 11 chegaram à Lua, onde dois deles a “pisaram” pela primeira vez; um pequeno passo para o homem (disse Armstrong), mas um salto gigante no grande desafio que ele terá que enfrentar para no futuro salvar a sua espécie.

 

Desde tempos imemoriais em que ainda vivia nas cavernas, que o homem olha a Lua com deslumbramento e encanto; e desde que existe a escrita que o satélite natural da Terra, passou a ser mencionado em livros, crónicas, jornais e banda desenhada; com textos que encheram os corações dos humanos de sentimentalismo romântico, de fantasias, e de ilusões e medos.

Vivi a minha infância e adolescência numa aldeia sem iluminação; e ainda hoje recordo as noites encantadas de Lua cheia; sendo essas recordações que despertaram em mim, a paixão pela Astronomia e estudo das Estrelas, Galáxias e Universo em geral. Ainda hoje; não resisti à beleza da Lua Cheia sobre o rio Tejo e a longa Ponte Vasco da Gama – foto tirada da Marina do Parque das Nações em Lisboa.

 

A lua terá a idade da Terra 3,82 mil milhões de anos aproximadamente, e encontra-se a uma distância média de 385.000 quilómetros.

 

A ida do homem à Lua foi ao tempo um grande desafio, com um elevado risco de vidas e custos aceites com entusiasmo pelos americanos, que ao tempo tinham um Presidente com visão no futuro e também uma grande ambição pessoal, cuja rivalidade com outra Nação na conquista pelo Espaço, mais para fins militares do que  propriamente científicos, determinaria que americanos e russos iriam contribuir por motivos diferentes, para que o homem chegasse à Lua a 20 de Julho de 1969.

 

Mas não foi apenas essa a interpretação da comunidade científica, do maior acontecimento protagonizado pelo homem até hoje; porque pisar o solo da Lua foi um teste para uma ambição mais alargada, que é o ensaio para os humanos estabelecerem uma colónia em Marte, para no futuro que não será muito longínquo, podermos salvar a nossa espécie da ameaça de extinção; para isso, será necessária mais evolução tecnológica, para que as viagens interplanetárias Terra-Marte encurtem no tempo.

 

Neil Amstrong à chegada da Lua

 

Lembro que uma viagem a Marte é 152 vezes a distância da Terra à Lua, e o acontecimento só foi possível porque existiu um interregno conhecido como “guerra fria”, período esse que levou a Rússia e os EUA a competir pela supremacia Espacial, tendo a Rússia em 1957 colocado o primeiro homem em órbita terrestre “Iuri Gagarin”, e os Estados Unidos da América o primeiro homem na lua a 20 de Julho de 1969; numa missão fantástica que acompanhei sempre com entusiasmo, quando estava emigrado com a minha família no Reino Unido há precisamente 53 anos.

 

Colocar o primeiro humano na Lua foi um empreendimento titânico, face às condições tecnológicas da época; e para termos uma ideia das dificuldades a todos os níveis de há 53 anos atrás, países como a Rússia e a China, e também a União Europeia que hoje estão muito mais avançados, mas que ainda não conseguiram repetir a proeza dos americanos.

 

Os riscos envolvidos na missão Apollo, ainda hoje não são totalmente do conhecimento da população mundial; sabe-se por exemplo, que o risco de vida para os Astronautas que iam pisar a Lua era bastante elevado; como também toda a viagem que durou quase 8 dias na (ida e regresso), e houve quem na NASA tenha dito que a probabilidade de risco de vida para os Astronautas seria muito elevada.

 

Estávamos no período da “guerra fria”, que foi determinante para que o esforço científico e financeiro, fosse direcionado para a conquista do Espaço entre as duas potências dominantes americanos e russos, pelo domínio do espaço, onde os Satélites iriam desempenhar um papel de importância máxima na defesa dos dois blocos em conflito, a (União Soviética e Estados Unidos da América).

 

Esta grande aventura foi apenas o princípio da grande odisseia de que os humanos vão ser protagonistas; levando através das máquinas que vamos construir no futuro, a informação do nosso posicionamento na Galáxia, para que possamos dar a conhecer quem fomos? ou quem somos; e também dar a conhecer a possíveis inteligências  periféricas na Galáxia, de que eles não estão sós na vastidão do cosmos; e que os humanos estão disponíveis, para no futuro os podermos ajudar quem sabe, na sobrevivência da sua espécie.

 

O século XX ficou para a posteridade, como aquele em que o homem saltou da terceira revolução industrial para a tecnologia de ponta; com a invenção do transístor, rádio e o computador que tornaram possível ao homem ter chegado à Lua, lançando uma esperança para espécie humana, no longo caminho da sua sobrevivência.

 

Lembro que toda a tecnologia que tornou possível a ida do homem à Lua, nasceu no Vale do Silício (Sillicon Valley) na Califórnia USA, com destaque para a Universidade Stanford, e as grandes Startups  que chegaram ao topo em São Francisco, Santa Clara, São José e Palo Alto.

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Recordo as palavras deixadas pelo comandante da missão Apollo 11 na superfície lunar, (viemos em paz em nome de toda a humanidade).Vitorino – Astrónomo Amador

J. Vitorino – Jornalista – Diretor do Jornal OnLine Vila de Rei

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