Fez 192 anos que as forças do Duque de Terceira, abriram caminho à convenção de Évora Monte; colocando um ponto final a seis anos de guerra civil entre miguelistas e liberais; num confronto entre os irmãos D. Miguel I e D. Pedro IV respetivamente.

Duque de Terceira
Foi nesta data de 24 de Julho de 1833, que as tropas do Duque de Terceira atravessarem o Rio Tejo e entraram em Lisboa, para proclamar a vitória dos Liberais sobre os Miguelistas.
Esta expedição foi crucial na vitória dos liberais, que primeiro foram quebrar o cerco miguelista ao Porto, regressando depois através do desembarque no Algarve; para de seguida atravessarem o Alentejo rumo a Lisboa, após terem confrontado as forças miguelistas em Almada no dia anterior “23 de Julho de 1833”.
A vitória do Duque de Terceira, foi determinante na deposição das armas das forças de D. Miguel I, e deram lugar à Convenção de Évora em 26 de maio de 1834, abrindo assim caminho a uma monarquia Constitucional; que se manteve até 5 de Outubro de 1910 em consequência do regicídio de 2 de Fevereiro de 1908, o que esteve na origem a que D. Manuel II fosse o último Rei de Portugal.

A Praça Duque de Terceira em Lisboa em sua homenagem, situa-se ao fundo da Rua do Alecrim em frente ao Cais do Sodré, e abre caminho à longa Avenida 24 de Julho em comemoração desta data em 1833, que ia marcar definitivamente a história de Portugal.
Por ironia; foi na consequência desse acontecimento, que 75 anos mais tarde um grupo de traidores se organizassem em nome da liberdade parlamentar, para posteriormente conspirar e executar o regicídio com sucesso, que culminou com o fim da monarquia em Portugal; de seguida lançaram o país num caos revolucionário até 1928, com várias repúblicas a sucederem-se umas às outras, o que acabou por conduzir o país a uma ditadura que durou 48 anos.
Quanto ao Portugal de hoje, dispensa quaisquer comentários porque está à vista de todos; os portugueses são o povo mais pobre e subdesenvolvido da Europa, com a mais baixa taxa de literacia europeia, em consequência da vaga de emigração de licenciados nos últimos 12 anos.
Com povo português a auferir o salário mais baixo de união europeia, sendo também o país em que o salário mínimo atinge a maior percentagem da sua população, antecede uma situação dramática de difícil inversão.

J. Vitorino – Jornalista – Diretor