Coragem e Virtude, por J. Vitorino

                                                                

Bernardo Gorjão Henriques, nasceu na Quinta de São Lourenço no Peral – Cadaval a 15 de fevereiro de 1786, e faleceu em Lisboa a 2 de abril de 1854.

Aos 8 anos de idade, Bernardo Gorjão entrou para o Colégio dos Nobres e ali permaneceu até seguir para a Universidade de Coimbra; ainda estudante é armado Cavaleiro do Reino, tinha apenas 21 anos de idade (Alvará de 20 de junho de 1807).

 

Depois de terminar os estudos, Bernardo Gorjão Henriques é nomeado Juiz de Fora em Abrantes; de onde mais tarde seguirá para assumir as funções de superintendente das Alfândegas do Minho até ser chamado, para Altas funções de Ministro dos Negócios do Reino no Governo do Marechal Saldanha; de onde anos mais tarde transitou, para ser o Presidente da Câmara de Deputados (1842 – !846).

 

Foi este Homem de Coragem e Virtude, que ficou famoso quando propôs nas Cortes extraordinárias a aprovação da Carta Constitucional datada de 1826, em substituição da de 1822, que esteve na origem da guerra civil entre D. Pedro IV e o seu irmão D. Miguel.

Capela de São Lourenço no Peral – Cadaval 

 

Conselheiro de Estado e Amigo da Rainha D. Maria II, Bernardo Gorjão Henriques recebeu a Ordem de Comendador da Grã-Cruz de Nossa Senhora de Vila Viçosa Padroeira de Portugal, mas terá recusado o Título de Barão proposto pela Rainha.

Rainha Dona Maria II – Mãe da Monarquia Constitucional

 

A Nação portuguesa está pobre de coragem e virtudes, e não precisa de palavras vagas e vazias de conteúdo; o exemplo de Bernardo Gorjão Henriques, é um dos muitos que deram tudo em nome do seu país; é a eles que devemos, o pedaço de terra que a todo custo temos que o preservar.

Portugal já não poderá ser comparado com um outro país da Europa, porque seria uma ofensa a quem nos referíssemos; nos últimos anos, perdeu as muitas oportunidades que teve para se poder dar uma esperança aos portugueses; e entrou em rota de colisão com o seu próprio futuro, uma tragédia que tem que ser invertida.

 

Atualmente só resta aos portugueses defenderem a herança da sua incrível e orgulhosa história, que por duas vezes foram o povo mais rico do Mundo; e que em contradição hoje somos o mais pobre, mais subdesenvolvido, e com a mais baixa taxa de literacia da União Europeia.

 

OBS: À Memória de Bernardo Gorjão Henriques; Peral 1786 – Lisboa 1852. (fotos de Bernardo Gorjão Henriques, e a Capela de S. Lourenço onde Foi Batizado); e de Dona Maria II a mãe da Monarquia Constitucional, que teve como mentores seu pai D. Pedro IV e seu avô D. João VI, que como se sabe esteve na origem da guerra civil.

J. Vitorino – Jornalista Diretor

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *