O Jornal Vila de Rei recorda a morte de D. João VI há precisamente 200 anos.

Filho de D. Pedro III de Portugal e de D. Maria I, D. João VI que também ficou conhecido por “O Rei Clemente” nasceu em Queluz – Sintra a 13 de maio de 1767, e faleceu a 10 de março de 1826; tendo a mesma decorrido, em circunstâncias muito duvidosas.
D. João VI, governou como Regente por incapacidade mental de sua mãe, a partir de 10 de fevereiro de 1792, e como Rei de 20 de março de 1816 a 7 de setembro de 1822, após a morte da sua progenitora.
Foi um reinado turbulento; com as forças napoleónicas a avançar por toda a Europa; o que obrigou as Cortes a deslocarem-se para o Brasil, para salvar a Nação portuguesa do pio; lembro que a Espanha, praticamente não ofereceu resistência aos franceses, quando estes invadiram Portugal; até porque ao tempo, as forças francesas estavam no máximo da sua força.
Lembro que o Império português, foi 130 vezes o tamanho do Portugal atual.
Foi das maiores aventuras da História dos povos em tempos de guerra; lembro que o Brasil é hoje um país com 99 vezes o tamanho de Portugal, porque D. João VI decidiu nunca se renderia aos exércitos de Napoleão; de contrário a Nação Brasileira estaria hoje dividida em várias repúblicas, a exemplo das que falam a língua castelhana.
A única solução, foi transferir o poder central para o Rio de Janeiro, que ao tempo foi considerada uma decisão nunca vista; não sendo um ato de abandono, mas sim uma brilhante manobra política, para salvar o Reino das forças napoleónicas; que mereceu grandes elogios, por parte do nosso principal aliado a Inglaterra.

D. João VI era um Homem de Fé; em gratidão pela proteção do Reino, a 6 de Fevereiro de 1818, Instituiu a Ordem Militar da Grã Cruz de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa Padroeira de Portugal.
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J. Vitorino – Cavaleiro da Grã Cruz de N. S. de Vila Viçosa