Pressão Social dita compras em tecnologia – comunicado de Imprensa

 

Dois em cada três portugueses, gastam mais por influência dos jovens

 

  • 66% dos portugueses já viveram ou presenciaram gastos acima do previsto motivados pelas preferências das gerações mais novas.
  • 53% apontam a pressão social como principal fator nas escolhas tecnológicas.
  • 11% consideram que os jovens decidem sozinhos; na maioria dos casos, a decisão continua a caber aos adultos.
  • 46% acreditam que os jovens aceitariam equipamentos recondicionados.

 

Com o regresso às aulas a aproximar-se, as famílias entram num dos períodos de maior pressão financeira do ano. Um estudo promovido pela refurbed – marketplace de equipamentos recondicionados – e conduzido pela Appinio procurou perceber como as preferências dos jovens portugueses influenciam as decisões de compra de tecnologia em contexto familiar.

O contexto ajuda a explicar o interesse do tema: o gasto médio por aluno ronda os 604 euros e 57% dos encarregados de educação reutilizam material escolar, de acordo com dados do ‘Observador Cetelem 2025’, sinal da procura de alternativas mais económicas para equipar os alunos.

 

Influência dos jovens nem sempre dita decisão final

 

Segundo este novo estudo da refurbed e da Appinio, os gastos acima do previsto são comuns: dois em cada três portugueses já viveram ou presenciaram situações em que as preferências dos mais novos levaram a despesas superiores ao inicialmente planeado.

Apesar dessa pressão, a decisão permanece maioritariamente do lado dos adultos. Cerca de um terço (32%) indica que quem paga tem a palavra final, enquanto os restantes referem uma negociação equilibrada ou preferências dos jovens que acabam por ceder à decisão familiar. Apenas 11% consideram que os jovens decidem de forma autónoma.

 

Fator social pesa nas escolhas tecnológicas

 

A dimensão social assume um papel relevante. Cerca de 53% dos inquiridos consideram que fatores como marca, estatuto ou grupo de pares são o principal fator das escolhas tecnológicas, enquanto outros 34% admitem que essa influência é apenas parcial, a par das necessidades funcionais. Apenas 6% acreditam que a escolha é puramente racional, assente nas funcionalidades e na qualidade do equipamento.

O argumento mais frequente é o de que “todos os amigos têm o mesmo modelo”, referido por 31%, acima de justificações ligadas à durabilidade ou desempenho dos equipamentos.

 

Equipamentos recondicionados ganham espaço

 

O mercado de equipamentos recondicionados encontra terreno favorável junto das famílias portuguesas. Questionados sobre a reação provável de um jovem perante um dispositivo recondicionado certificado, mais barato do que um equivalente novo, cerca de 46% consideram que o jovem aceita ou acaba por aceitar o equipamento, contra 18% que anteveem uma recusa imediata.

Para 29%, a aceitação dependeria do conhecimento dos benefícios destes equipamentos, enquanto 36% consideram que a reação varia de pessoa para pessoa.

Num contexto em que dois em cada três portugueses já viveram ou presenciaram gastos acima do previsto em tecnologia, os equipamentos recondicionados acompanham duas tendências que marcam o regresso às aulas: a contenção de custos e a valorização de práticas de consumo mais sustentáveis.

 

Sobre o estudo

O estudo foi promovido pela refurbed e conduzido pela Appinio entre 2 e 9 de julho de 2026, com uma amostra de 1 000 participantes em Portugal, com idades entre os 18 e os 65 anos. A amostra foi equilibrada por género e idade, e o questionário analisou a influência dos jovens nas decisões de compra de tecnologia em contexto familiar, bem como a perceção sobre equipamentos recondicionados.

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Jornal Digital Vila de Rei

J. Vitorino – Diretor

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