EDITORIAL: Oceanos são a Fonte da Vida, por J. Vitorino

O crescimento demográfico e industrial, tem nos últimos anos arrastado a Terra para o perigo quase irreversível da contaminação tóxica do ar que respiramos, da água que bebemos, e dos solos que nos alimentam; conduzindo o planeta para uma catástrofe de dimensões de difícil previsão, com o primeiro alerta dado pelo declínio dos oceanos; em que algumas das espécies se estão a extinguir sem darmos conta, mas que são aos milhares anualmente.

Muitas delas; vão-se afastando das orlas marítimas, para se protegerem da poluição costeira onde quase 90% da população mundial vive à beira dos mares e oceanos, ou dos grandes rios como o Hudson, Nilo e Tamisa por exemplo.

E quanto maiores são os aglomerados populacionais maior será a poluição periférica, forçando os pescadores a uma deslocação cada vez mais distante, para alimentarem os formigueiros humanos que habitam e poluem as grandes cidades costeiras.

Este drama terá consequências ainda mais dramáticas, quando para além dos mares e oceanos, forem severamente afetadas as zonas agrícolas periféricas das grandes cidades, saturadas pela poluição dos solos e da atmosfera; forçando à deslocação de grandes Metrópolis algumas delas, terão em breve duas vezes a população de Portugal.

Nova Iorque, a Cidade que em menos tempo mais cresceu.

A exemplo; só em duas cidades como São Paulo e cidade do México, dentro de 25 anos terão mais população juntas do que a Espanha, enquanto as Cidades de Ancara e Tóquio com as zonas periféricas, ultrapassam 4 vezes a população de Portugal; ou seja, 80 milhões no seu conjunto.

Quanto ao ar que respiramos estamos a chegar ao limite concebível, e a situação está a agravar-se quase radicalmente sem que nos apercebamos; efetivamente, o que nos permite respirar oxigénio e usufruir de uma temperatura moderada está a chegar ao limite, tendo o processo já entrado em rápida aceleração.

Primeira foto do Planeta Terra (berço da Humanidade) vista da Lua em 1969.

Quando viajava de avião a 11.000 pés (3350 metros) a temperatura no exterior do avião é de 50/60 graus negativos; 1000 metros é aproximadamente o espaço que temos para respirar, e não o podemos contaminar.

É uma fina película que nos separa entre a crosta terrestre e uma zona respirável muito limitada; porque um pouco mais acima não existe oxigénio para respirar.

Os buracos na camada superior do ozono são cada vez maiores, e estão na origem do aquecimento global; colocando em perigo iminente toda a estabilidade do nosso habitat.

Uma grande metrópole deserta e completamente devastada pela poluição atmosférica é um cenário muito provável.

Lamento traçar este quadro negro mas não tenham dúvidas de que se nada for urgentemente feito em defesa do ambiente, num futuro que não está muito distante, não haverá alguém para poder comentar o que acabo de escrever.

Se não for invertido o fluxo de populações que se concentram nas orlas marítimas e nas margens dos grandes rios, a situação irá agravar-se rapidamente; colocando o planeta numa situação de insolvência alimentar, que será acompanhada de conflitos locais e globais, como está a acontecer um pouco por toda a parte.

Os humanos, para sustentarem o avanço tecnológico onde é de realçar a corrida ao armamento, desventraram o Planeta para dele extrair minérios e petróleo, deixando grandes cavidades no subsolo,  onde em alguns locais o enfraquecimento da crosta pode levar ao seu abatimento provocando sismos, que se forem subaquáticos podem dar origem a grandes tsunamis.

O perigo de não retrocesso é mais que evidente; e o que para os humanos pode parecer um processo lento, para a natureza já vai bastante avançado; lembro que a deterioração das lixeiras oceânicas é superior em tempo a uma civilização, e as montanhas de plásticos acumulados nos fundos dos mares e oceanos, estão a crescer a um ritmo assustador; tudo em consequência do que se extrai do subsolo para alimentar o crescimento da população mundial, com grande incidência nos países emergentes como a China e Índia.

A água, fonte da Vida no universo.

Biólogos e Astrofísicos começam a admitir, que possam existir várias civilizações nossas contemporâneas, um pouco por toda a nossa Galáxia e no Universo.

Na foto em anexo, podemos ver a lua de Plutão Caronte, onde é visível um grande canhão em rasgo horizontal; o Astro tem metade da massa do Planeta que orbita, o que lhe provoca uma enorme desestabilização.

A Lua de Plutão Caronte, é a última fronteira do nosso Sistema Solar.

O “canhão de Caronte”, é uma cicatriz com 1600 quilómetros de comprimento, em consequência da grande atividade oceânica no seu subsolo; esse oceano teria congelado há um bilião de anos, cresceu de volume e deu origem à fenda colossal.

As imagens de Caronte tiradas em alta resolução, foram divulgadas pela primeira vez no dia 8 de setembro de 2015 pela agência espacial norte-americana NASA, e reportam-se a julho de 2014 quando a New Horizons passou a grande velocidade pelo Planeta Plutão, tendo sido consideradas surpreendentes pelos cientistas da missão, que esperavam que a topografia de Caronte fosse monótona e cheia de crateras.

Para surpresa; descobriram uma paisagem coberta de montanhas, vales e desfiladeiros, onde são visíveis deslizamentos de terrenos; e ainda, as variações de cores com incidência no amarelo e castanho, que se justificam pela distância que fica do Sol (quatro horas e meia luz), que viaja a 300.000 quilómetros por segundo.

Esta estrutura, atravessa a face visível de Caronte e prolonga-se para o lado oculto; sendo quatro vezes mais longa que o Grande Canyon do Arizona, e em certos locais duas vezes mais profunda, que aquela celebre formação terrestre.

Planeta Plutão – última fronteira Solar

A existência desta enorme falha, são uma prova de que Caronte sofreu no passado um evento geológico de dimensões titânicas; é como se toda a crosta tivesse sido rasgada.

Existe uma grande probabilidade de que há dezenas de milhões de anos, um oceano subterrâneo teria ficado gelado; o que provocou um aumento de volume interno a que se seguiu o estalar da superfície, permitindo uma grande emergência de lavas aquosas.

Os cientistas esperam receber em breve imagens ainda mais nítidas, onde se prevê que sejam mais espetaculares para compreenderam o passado geológico de Caronte.

A New Horizons enviou provas suficientes de que a água que é a fonte da vida. 

Nada nos surpreenderia, que a Via Látea esteja polvilhada de vida e de civilizações; algumas delas desenvolveram-se há biliões de anos, e que pressupostamente teriam atingido inimagináveis níveis de inteligência.

Temos que admitir; que muitas dessas civilizações tenham atingido níveis de tecnologia muito superior à nossa, e que posteriormente tenham decidido privilegiar a perfeição; talvez por escassez de recursos energéticos indispensáveis, ao desenvolvimento e continuidade de uma civilização tecnológica.

Não sendo de excluir a possibilidade de que uma delas tenha atingido o pináculo da magia tecnológica; o mesmo que poderia acontecer à nossa civilização, dentro de 1500 a 2000 anos; se cuidássemos do Planeta que habitamos, e não nos autodestruíssemos num provável conflito nuclear em larga escala, como tudo indica que virá a acontecer. 

J. Vitorino – Jornalista Diretor

     “Astrónomo Amador”

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