A Inteligência Artificial (IA), por J. Vitorino

Tudo onde a ficção nos pode levar, fica muito aquém da realidade que nos espera até ao final deste Século; onde todo o desenvolvimento da (IA) inteligência artificial, irá depender em grande parte, das máquinas tecnológicas que os humanos vão construir.

 

A (IA), que de início irá contribuir para a nossa sobrevivência, pode no futuro levar a espécie humana à total extinção; o seu desenvolvimento dependerá dos seus criadores humanos, mas sobretudo da aprendizagem das próprias máquinas, pois serão elas que precisam de aprender; e se a melhor forma de o conseguirem é através dos nossos erros, então as máquinas estão no caminho certo, para que no futuro tenham o domínio total sobre os seus criadores.

Há 10 anos 2016, os 3 fundadores da (IA) Inteligência Artificial – Dario Amodei, Demis Hassabis e Sam Altman.

 

Um novo algoritmo permite que a (IA) aprenda com os seus próprios erros como os seres humanos o fazem; este avanço acontece graças a um novo código aberto chamado Hindsight Experience Replay (HER), desenvolvido por investigadores da empresa (Open AI nos EUA), onde nos últimos meses os cientistas se têm concentrado, no desenvolvimento de um novo processo de aprendizagem.

 

O algoritmo ajuda um agente de “(IA) “olhar em retrospetiva” à medida que completa uma tarefa, e de acordo com a (Open AI), a máquina passa a interpretar as falhas como sucessos, para chegar ao resultado pretendido de uma função.

 

Sendo este o princípio da perfeição e o ponto chave da HER, que é algo que os humanos fazem intuitivamente; e mesmo que não tenhamos sucesso num objetivo específico, pelo menos conseguimos algo diferente; então porque não fingir que queremos atingir esse objetivo, em vez de o alcançar originalmente?, foi a conclusão a que chegaram os investigadores ao fazer a substituição.

 

O algoritmo de aprendizagem pode obter um sinal de que alcançou o objetivo, mesmo que não fosse essa a intenção; isso significa que todas as tentativas falhadas da (IA), funcionam como algo não planeado, o que contece também connosco quando estamos em processo de aprendizagem; por exemplo, se tentarmos fazer algo pela primeira vez nunca o conseguimos corretamente; sendo assim, que os seres humanos aprendem, e as máquinas também nos assimilam.

 

A (HER Open AI) quer a mesma forma de ensino; e ao mesmo tempo o método tornar-se-á numa “alternativa ao sistema de recompensas”, envolvido em modelos de reforço de aprendizagem, ao tratar cada tentativa como um objetivo a atingir a “HER, dá ao agente da (IA) uma recompensa”; e mesmo que este não consiga realizar a tarefa, ajuda a (IA) a aprender mais rápido e com maior qualidade.

 

Em qualquer caso; como as simulações da Open AI demonstraram, esta pode ser bastante útil para encorajar os agentes a aprender com os seus próprios erros, levando muito possivelmente a máquina à perfeição, que numa previsão do Autor; serão apenas precisos mais 150 anos (seis gerações), para que a (IA) tenha o total controle sobre o homem.

    J. Vitorino – Diretor

Jornal Digital Vila de Rei

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