Provavelmente os humanos, nunca conseguirão estabelecer contacto extraterrestre com seres biológicos inteligentes; essa missão, estará reservada às máquinas que iremos construir no futuro; e não será fantasia afirmar que algures no Universo, inteligências oriundas de Galáxias diferentes se cruzem e comuniquem entre si, através da mais avançada inteligência artificial.
As civilizações futuras, irão enviar para o Espaço os seus “descendentes robotizados”, que serão dotados de uma capacidade muito superior à humana, para darem a conhecer quem fomos nós, e onde chegámos ao nível tecnológico; e provavelmente, expor as causas de não termos conseguido salvar a nossa espécie; se for esse o fim, a vida extraterrestre inteligente que procuramos, força-nos a recuar 2800 milhões de anos no tempo, para compreendermos como atingimos a nossa.




Os aminoácidos que representam as mais pequenas partículas, foram os elementos base da vida biológica tal como a conhecemos; compostos de carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio são a estrutura dos grupos amina e carboxilo, a que se juntaram muitos outros que estiveram na origem da vida na Terra, a que se seguiu um longo processo evolutivo até atingirmos a inteligência; todos estes elementos, chegaram até nós através de cometas e asteroides, por isso podemos afirmar que os “humanos” tiveram origem extraterrestre.
Durante centenas de milhões de anos a Terra foi continuamente atingida por estes corpos celestes que foram arrefecendo o Planeta, de que resultou a formação da “crosta terrestre” que nos separa do magma e do núcleo, tendo esta fase durado 1000 milhões de anos; foram posteriormente esses elementos vindos do Espaço, que encheram o Planeta Terra de vida; e toda a eventual inteligência extraterrestre que tenha as mesmas características biológicas que a nossa, terá que “trilhar” o mesmo caminho evolutivo para poder chegar à inteligência.
Mas outros condicionalismos de peso têm que ser equacionados; sendo as distâncias entre Sistemas Solares e os Planetas que os orbitam, de vital importância para que em tempo da vida da Estrela o processo que leva ao eclodir da vida, não seja interrompido com o colapso do Astro que orbitam como foi o nosso caso; e só para se ter uma ideia das distâncias abismais que separam o Sol das vizinhas mais próximas, elas são equivalentes em milhões de vezes o tempo, desde que saímos das cavernas do “Lago Tanganica” há um milhão e meio de anos.
A Estrela mais perto de nós, e também das mais observadas é a (Próxima Centauri); distância que os Astrónomos consideram pequena, mas que um avião a jacto levaria mais de 30 milhões de anos a lá chegar; e esta Estrela nem sequer é orbitada por um Planeta com as mesmas condições propícias à vida como aconteceu na Terra, que iniciou a sua formação há quase quatro mil milhões de anos.
É compreensível a ansiedade dos Astrónomos e Cosmólogos nesta apaixonante busca, onde se estão a dar os primeiros passos numa quase emergência de “sabermos mais de nós”; o que muito provavelmente só o vamos conseguir encontrar, nas máquinas que seres biológicos construíram há milhões ou talvez biliões de anos atrás, e que as civilizações que lhes deram origem, colapsaram com o seu Sol, tendo ficado no “cativeiro” do seu Planeta, tal como poderá acontecer aos humanos aqui na Terra; mas para isso a ciência terá viajar para trás no tempo, mas ainda estamos longe desse objetivo, que está secretamente a ser estudado nos laboratórios científicos dos países mas avançados.

A grande Aliança homem/máquina, será de vital importância no início da Grande Epopeia espacial; até que chegará o dia, da sua total emancipação dos humanos; muitas das “Naves Híper-Inteligentes” que no futuro enviaremos para o Espaço, irão ser encontradas muito tempo depois da atual civilização desaparecer, e de outras que numa remota possibilidade, nos possam sobreviver.
A nossa Galáxia “Via Látea” que não é das mais pequenas, mas está longe de ser uma Super Galáxia, terá entre 180 e 200 biliões de Estrelas, e aproximadamente o triplo em Planetas; 1000 milhões dos quais, são propensos ao desenvolvimento da vida como a conhecemos; algumas destas Estrelas têm 200 vezes a massa solar como é o caso de Deneb na Constelação do Cisne; onde a NASA anunciou recentemente ter descoberto um Planeta (Kepler 452b), que orbita uma Estrela amarela com características semelhantes ao Sol; sendo aquele Planeta muito similar ao nosso, onde poderá ocorrer o desenvolvimento da vida; já sendo um pouco optimista, haverá uma eventualidade em 10.000 milhões.
Para muitos dos Astrónomos que também partilham a minha opinião, não passa de uma notícia com pouca consistência, que como outras anteriores vai cair no esquecimento. A nossa Galáxia, é apenas uma de cerca de 200 biliões existentes no Universo; onde existem mais de um sextilião de planetas, um número quase irrealista; que nos deixa a ideia de que, neste momento, estão a nascer e a colapsar milhões de Estrelas e Planetas e quem sabe também civilizações; algumas delas, evoluíram a um nível muito superior à nossa sendo admissível, que tenham atingido a perfeição e sobrevivido ao colapso da Estrela que orbitavam, deslocando-se de Galáxia em Galáxia a “passear” a sua inimaginável tecnologia.
Numa vaga perspetiva de sobrevivência;vtalvez que no futuro os humanos tenham capacidade para viajarem no tempo, e contatem outras civilizações que tenham proliferado por todo o Universo, ao longo de 13,8 mil milhões de anos, daquela que é suposta ser a idade do Big-Bang.

J. Vitorino – Astrónomo Amador
Jornalista Diretor do Jornal Digital Vila de Rei