Dois Minutos para os Direitos Humanos
EUA
A Amnistia Internacional documentou violações generalizadas dos direitos humanos cometidas pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), pela Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA e por outras agências federais. As violações ocorreram durante as operações militarizadas de controlo da imigração em grande escala levadas a cabo pela administração Trump em Chicago, Minneapolis-St. Paul, Nova Orleães e Washington.
EUROPA
Antes dos jogos de estreia da fase de grupos da Liga das Nações da UEFA de 2026/27, em que a Áustria, a Irlanda e o Kosovo irão defrontar Israel, Steve Cockburn, diretor regional da Amnistia Internacional para a Europa, defendeu que “é inadmissível que a seleção masculina de futebol de Israel participe na Liga das Nações da UEFA, apesar das provas claras de que a federação de futebol de Israel continua a apoiar os colonatos ilegais”.
IRÃO
Num novo relatório, que assinala o aniversário do início da revolta “Mulheres, Vida, Liberdade”, a Amnistia Internacional alerta que os responsáveis pelos crimes contra a humanidade cometidos para reprimir os protestos em 2022 continuam a controlar a máquina repressiva do Irão. A organização lançou uma petição a apelar aos Estados-Membros da ONU para que criem um mecanismo internacional de justiça penal para crimes contra a humanidade no Irão.
TURQUIA
As autoridades turcas devem pôr fim à repressão contra os grupos de defesa dos direitos LGBTI, libertar imediatamente os ativistas detidos e cessar a perseguição e a estigmatização das pessoas LGBTI e dos seus defensores. Desde 13 de setembro, a polícia deteve mais de 60 pessoas em 15 províncias. Mais de 180 contas de organizações e ativistas LGBTI, jornalistas e órgãos de comunicação social nas redes sociais foram bloqueadas ou restringidas.
HONG KONG
Em resposta à condenação dos ativistas que organizaram vigílias recentes sobre Tiananmen em Hong Kong, Sarah Brooks, diretora regional adjunta da Amnistia Internacional, afirmou que “durante a maior parte dos 30 anos em que os habitantes de Hong Kong assinalaram a repressão de Tiananmen com uma vigília anual à luz de velas, teria sido impensável que os organizadores do evento pudessem ser presos pelo seu ativismo pacífico”.
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Jornal Digital Vila de Rei
J. Vitorino – Diretor