O avanço tecnológico e o excesso populacional, ditarão o fim do ciclo da presença humana no Planeta Terra.
Os humanos terão que sair da Terra, para que a sua espécie possa sobreviver aos grandes desafios e ameaças no futuro; entre as mais prováveis a que vão estar sujeitos, e que mencionarei no final do texto, uma delas tem um potencial devastador; com capacidade para limpar por completo toda a humanidade.
A mais mortífera entre elas seria o provável impacto de um grande Asteroide com a Terra.

Um Asteroide de grandes dimensões, poderia acabar com a vida na Terra.
Por ironia, o Homem deve a sua existência ao impacto de um Grande Asteroide com a Terra há 65 milhões de anos; que como consequência foi reiniciado um novo ciclo de vida, que em lento processo deu origem ao homem e posteriormente à inteligência.
O alerta foi recentemente levado ao conhecimento público, mas não é uma novidade para os Astrónomos e Astrofísicos de todo o Mundo; em que os primeiros vasculham incansavelmente o Céu noturno, na tentativa de localizar qualquer movimento suspeito da aproximação com a Terra; para em caso de perigo, alertarem de imediato a NASA e a ESA, para que tomem todas as iniciativas possíveis, para minimizar os terríveis efeitos de uma colisão de um grande Asteroide com o nosso Planeta, que acabaria com toda a vida na Terra, incluindo a inteligente representada pelos humanos.
Ao longo da História da Humanidade, Pensadores, Filósofos, Astrónomos e Astrofísicos, anteviram a destruição da humanidade o “Apocalipse” Revelação na versão grega.
Uma das maiores ameaças à vida inteligente no nosso Universo, é a alta probabilidade de um Asteroide colidir com planetas habitados disse Stephen Hawking, numa das suas últimas entrevistas ao jornal britânico Express, no âmbito do movimento global “Asteroid Day” que tem no guitarrista dos Queen Brian May, que também é Astrofísico e um dos mais famosos apoiantes.

Cidade abandonada por efeitos de poluição
Stephen Hawking 08/01/1942 – 14/03/2018, que foi um famoso Astrofísico Inglês, disse que a humanidade pode autodestruir-se nos próximos 100 anos; e avisou que o impacto com a Terra de um “Asteroide pesado” dos muitos existentes no espaço, são uma perigosa e real ameaça para a nossa espécie.
Uma recente notícia de que a NASA e a ESA (Agências Espaciais Norte-Americana e Europeia) estavam a preparar uma missão ao Espaço para testarem tecnologias, que possam vir a ser usadas para desviar Asteroides em rota de colisão com a Terra, veio colocar a comunidade científica em “alerta máxima-discreta”, para não criar pânico generalizado nos 8000 milhões de humanos.
A NASA tem manifestado especial atenção a (Bennu com 500 de diâmetro), conhecido como “Asteroide da morte“, que pode um dia vir a colidir com a Terra; mas este não é o único perigo que os Astrónomos receiam; sabemos que para além de (Bennu), muitos outros vagueiam perigosamente na aproximação com a Terra; entre os quais se destaca o Asteroide (Didymos), um sistema binário que está sob vigilância dos Astrónomos, porque está a aproximar-se perigosamente da Terra.
Lembro que só uma pequena parte dos Asteroides é que constituem uma real ameaça à humanidade, e que a grande parte já estão identificados.
As Associações Internacionais dos Astrónomos Amadores, são responsáveis por mais de 95% das descobertas destes bólides que vagueiam próximos da Terra; e a campanha Asteroid Day, visa consciencializar o planeta para a necessidade de investir mais recursos para aumentar essa identificação.

Asteroide Didymos – Sistema Binário, passou recentemente na proximidade da Terra, colocando os Astrónomos Amadores de todo o mundo em alerta máxima.
A melhor forma de proteger a Terra e a vida do impacto de um grande Asteroide, é encontrá-los primeiro; disse o Astronauta da Apollo 9 Rusty Schweickart que foi um dos fundadores do Asteroid Day.
Uma missão conjunta prevista da NASA e da ESA, foi apelidada de AIDA, (Avaliação de Impacto e Deflexão de Asteroides) e será dividida em duas partes; a ESA terá a função de avaliar o impacto do objeto e as suas consequências, e os americanos vão ficar com o teste de redirecionamento do Asteroide.
Ambas as tarefas; consistem em enviar sondas espaciais para vigiar os corpos mais perigosos, como foi o caso do sistema binário (Asteroides Didymos); que medem 850 e 150 metros de diâmetro respetivamente, e que passaram pela Terra em 2022.

Ogiva nuclear 3000 vezes superior à que destruiu Hiroshima em 6 de agosto de 1945, poderia destruir 3 cidades como Nova Iorque, equivalente a (157 Lisboas).
É difícil aos astrónomos Amadores, conseguirem caracterizar a superfície dos Asteroides devido ao seu tamanho; e a sonda a enviar terá de lidar com a gravidade extremamente baixa, e velocidades muito lentas, para conseguir realizar os testes com sucesso, para que no futuro possamos defender o nosso Planeta de uma eventual colisão com a Terra.
Os exercícios serão organizados pela NASA, e pela Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), com participação de laboratórios Nacionais, centros públicos de ciência e tecnologia, e do Departamento da Energia dos EUA e do Pentágono, representado pela Força Aérea.
As outras três grandes ameaças são da autoria do homem, e todas elas já estão em curso; a destruição do clima provocada pelos humanos, a nuclearização do Planeta que atingiu a capacidade de o destruir centenas de vezes, e a possibilidade de ser utilizada uma (pandemia) como arma de guerra; cujos efeitos seriam devastadores em todo o Mundo.

J. Vitorino – Jornalista Diretor
-Astrónomo Amador-
Jornal Diário Digital Vila de Rei